Central do Timão
·21 de setembro de 2026
Técnico do Corinthians ressalta impacto da ausência de Yuri Alberto e comenta pedido dos jogadores por sua permanência

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Durante a tarde do último domingo (20), o Corinthians entrou em campo na Neo Química Arena para enfrentar o Fluminense, em confronto válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, e perdeu por 3 x 1. O gol do Alvinegro foi anotado pelo zagueiro Gustavo Henrique, no começo da segunda etapa. Com o resultado, o Timão se manteve na 14ª posição com 32 pontos, apenas três pontos acima da zona de rebaixamento, acumulando apenas oito vitórias, oito empates e 11 derrotas – 29 gols marcados e 32 sofridos.
O técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva aos jornalistas minutos depois do término da partida e foi questionado o quanto o retorno do atacante Yuri Alberto pode influenciar positivamente em uma reação do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Artilheiro do time com oito gols em 33 jogos, o camisa 9 não atua desde o último dia 30 de julho, quando sofreu uma lesão muscular grau 2B na coxa no empate sem gols contra o Athletico-PR, em Itaquera, pelo torneio nacional. De acordo com informação publicada inicialmente pelo Meu Timão, o clube se programa para ter o centroavante logo após a Data Fifa.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
“Eu acho que o Yuri, da maneira que eu enxergo o futebol, faz falta para qualquer elenco. Mas da maneira que eu enxergo o futebol, ele me ajuda demais. Ele ajudou demais o time quando eu estava. Se você pegar o percentual de aproveitamento com ele no time, é um percentual muito grande, acho que 65%, coisa parecida. Ele é um jogador diferente. É um jogador que, além de fazer gol, ele faz muita coisa, tem muita imposição, ele preocupa o adversário, ele arrasta a linha de quatro do adversário para trás praticamente sozinho. Então, acredito que com a volta dele, ele vai nos ajudar, fazendo o gol ou não. Porque teve um momento, o meu momento com o Yuri, não foi um momento da fase dele artilheira, mas só a presença dele no campo ajudava muito o time a se aproximar das vitórias“, iniciou.
Em seguida, foi questionado sobre os maus retornos do Corinthians após pausa para treinamentos em períodos de Data Fifa. O comandante, porém, rebateu e afirmou que, depois da interrupção do calendário brasileiro para a Copa do Mundo de 2026, o Alvinegro retornou com desempenho satisfatório contra o Remo – vitória por 3 x 0, em Itaquera, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Diniz pondera que o cenário mudou justamente depois do número de desfalques ir crescendo, como foram os casos das lesões de André Luiz, Vitinho, Zakaria Labyad, Yuri Alberto e, alguns meses antes, Kayke Ferrari.
“No fundo, a pausa que a gente teve, a gente voltou bem. A volta foi o jogo contra o Remo. Foi um dos melhores jogos nossos. Depois a gente fez um jogo equilibrado contra o Bahia. E aí, a gente poupou o time aqui contra o Athletico-PR. Foi um jogo equilibrado 0x0. E ali começou a lesão do Labyad, a lesão do Yuri, a lesão do Vitinho e todos os outros problemas que vocês sabem que foram acontecendo sequencialmente. A gente não voltou mal. Depois desses fatos em si (número alto de desfalques), que foram se acumulando, que a gente entrou num período de resultados muito negativos“, continuou.
Posteriormente, Fernando Diniz discorreu sobre seu trabalho em termos de características da equipe. As últimas críticas relacionadas ao seu período no comando do Corinthians é de que o time não vem tendo as suas principais características que implementou em outros clubes, como alta produção ofensiva e posse de bola eficiente e com mais objetividade. Diante do Fluminense, no último domingo, o treinador afirmou que o Timão teve “mais a sua cara”, depois de algumas alterações para a etapa complementar, como as entradas de Gui Negão e mudança de posicionamento de Memphis Depay.
“Hoje, por exemplo, o time teve totalmente a minha cara no segundo tempo. Contra o Remo também teve muito a minha cara. Contra o Peñarol, e teve outros jogos que teve também, contra o São Paulo. Eu respeitei muito as características dos jogadores e o tempo que a gente precisa para ir ganhando confiança. E os resultados também acabam ajudando a você ter confiança para desenvolver o trabalho e a mudança de algumas coisas táticas. Mas o time tem tudo para evoluir taticamente.”
“Hoje, no segundo tempo, o time jogou de uma maneira que eu gosto, no sentido de ter imposição, de ter chance de gol, de chutar a bola no gol, de ter bastante gente na área para fazer o gol, de ter volume de escanteio. Então, eu acho que hoje, no segundo tempo, e a gente acabou não tendo um resultado positivo. Mas eu acredito que, ajustando mais algumas coisas, a gente vai estar muito próximo das vitórias”, comentou.
Depois, disse que os últimos 40 dias são os piores de sua carreira como treinador. Nas últimas sete partidas na temporada, o Corinthians soma um empate (Estudiantes-ARG) e outras seis derrotas (Coritiba, Santos, Chapecoense, Flamengo, Estudiantes-ARG e Flamengo). A última vitória aconteceu em 20 de agosto, quando superou o Rosário Central-ARG, por 1 x 0, em casa, no jogo de volta das oitavas da Libertadores. No Campeonato Brasileiro, não vence desde o último dia 9 de agosto. Na oportunidade, bateu o Red Bull Bragantino, pelo placar de 2 x 0, no Cícero de Souza Marques, Atibaia, pela 22ª rodada da competição.
“Não, eu acho que esse recorte de 40 dias, com certeza, é o pior trabalho talvez da minha carreira, se pegar o recorte de 40 dias. Se você pegar o restante, estava entre os melhores trabalhos. Então, foi uma coisa, uma montanha russa. O time subiu muito e caiu muito, sem parar, em termos de resultado. Teve muitos jogos que a gente ganhou aqui no começo. Se você pegar o jogo contra o Atlético Mineiro, por exemplo, que a gente ganhou de 1 a 0 no final, era muito mais plausível a gente ter perdido aquele jogo do que perder o jogo de hoje, como outros. A Chapecoense também. Então, os resultados estão péssimos, estão muito ruins nesse momento. Então, o trabalho, se fosse falar em termos de resultado, foi um começo muito bom, acima da média, e agora muito abaixo da média.”
Por fim, foi questionado sobre o pedido dos jogadores do Corinthians á diretoria por sua permanência no comando técnico da equipe mesmo após a derrota contra o Fluminense, na Neo Química Arena.
“(Os jogadores) Não falaram. E obviamente que eu fico feliz. É muito bom que seja assim, que eles estejam convictos daquilo que a gente vai fazer juntos. Eu sempre desenvolvo um trabalho pensando em melhorar muito a condição dos jogadores. Acho que eles percebem isso, e eles acreditam, por aquilo que eles têm de experiência na vida deles, que a gente vai sair dessa e vai sair bem desse momento”, finalizou.
O Corinthians, agora, recebeu quatro dias de folga em virtude do período da Data Fifa, que acontecerá entre o final de setembro e começo de outubro, e retomará os treinamentos no CT Dr. Joaquim Grava no próximo dia 25, sexta-feira. O Alvinegro volta a atuar somente no próximo dia 7 de outubro, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, quando enfrentará o Internacional no Estádio Beira-Rio. O duelo é considerado de seis pontos, já que o time gaúcho é o antepenúltimo colocado com 28 pontos e o Timão está um pouco acima com 32 pontos.
Desde sua chegada ao Corinthians, no começo de abril, o Corinthians soma 13 vitórias, 10 empates e 11 derrotas – 36 gols marcados e 31 sofridos, o que representa um aproveitamento de 48%. Em seus sete primeiros jogos no comando, Diniz somou cinco vitórias e dois empates; não sofrendo sequer nenhum gol. Antes da parada para a Copa do Mundo, o Alvinegro registrou um aproveitamento de 64,5% com o treinador – nove vitórias, quatro empates e três derrotas.















