Jogada10
·08 de julho de 2026
Técnico do Marrocos tem maior desafio após ascensão meteórica

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Apesar das cobranças por conta do desempenho ruim na Copa Africana de Nações, era difícil imaginar que o Marrocos chegaria sem Walid Regragui na Copa do Mundo. Porém, o cenário mudou após a derrota, em campo, para Senegal na final, dentro de casa, e o treinador que fez história no Catar deixou o cargo. Em seu lugar, Mohamed Ouahbi assumiu pressionado para repetir o feito.
No ano anterior, o técnico fez história ao levar os Leões do Atlas ao título mundial sub 20. Porém, havia desconfiança se em tão pouco tempo, e com tanta pressão, Ouahbi iria conseguir implementar seu estilo de jogo mais ofensivo e fazer com que a seleção batesse de frente com as grandes potências, igual fez em 2022.
Nos primeiros amistosos, empate com o Equador e vitória contra o Paraguai. Já nas vésperas do Mundial, goleou Burundi e Madagascar e empatou com a Noruega. Entretanto, na estreia da Copa, o treinador mostrou que já possuía uma característica diferente ao seu antecessor e que poderia mostrar mais do que a seleção desempenhou no Catar. Contra o Brasil, o Marrocos impôs seu jogo e fez uma partida melhor que o time de Ancelotti, amargando um empate.

Treinador comandou a seleção em dez jogos, com seis vitória e quatro empates – Foto: Kevin C. Cox/Getty Images
Posteriormente, ficou devendo um pouco contra Escócia e Haiti, mas conseguiu a classificação. Na segunda fase, fez um grande duelo contra a Holanda, em que o gol de Diop nos acréscimos evitou uma injustiça dentro de campo. Nas penalidades, Bounou voltou a brilhar para garantir a classificação, mas, diferente de 2022, o principal pilar da equipe não era a defesa. Nas oitavas, o Marrocos teve um primeiro tempo complicado contra o Canadá. Entretanto, o treinador conseguiu ajustar o time no intervalo e venceu por 3 a 0. Ounahi, outro grande nome da campanha no Catar, se tornou o grande responsável pelo resultado.
Agora, Ouahbi vai para o seu principal desafio, contra a França. Com dez jogos de invencibilidade na bagagem, o treinador tenta a revanche contra a seleção que eliminou o Marrocos em 2022. Além disso, pode igualar o feito de Regragui com um estilo de jogo diferente, mostrando que a troca, apesar de parecer arriscada, foi a melhor coisa que poderia acontecer nos Leões do Atlas.







































