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·03 de outubro de 2026
Técnico do São Paulo reclama de condução do clube, conflitos internos e desunião

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O São Paulo vive uma reta final de temporada muito diferente daquela projetada no início do Campeonato Brasileiro. Depois de disputar as primeiras posições da tabela, o Tricolor perdeu espaço na briga pelo topo e agora convive com desafios dentro e fora de campo. Para Dorival Júnior, porém, o problema do clube não se resume ao desempenho da equipe.
Após a derrota por 2 a 1 para o Santos, pelo Brasileirão, o treinador fez uma cobrança pública por união nos bastidores do São Paulo. Às vésperas de uma eleição prevista para o fim do ano, Dorival defendeu que os interesses individuais sejam colocados em segundo plano para que o clube consiga recuperar organização e protagonismo.
A declaração acontece em um momento de intensa discussão interna no Tricolor e coloca o técnico no centro de um debate que ultrapassa o futebol.
Ao analisar o momento do São Paulo, Dorival foi direto ao defender uma mudança de comportamento entre as pessoas que participam da vida política e administrativa do clube.
Para o treinador, a reconstrução passa necessariamente pela capacidade de diferentes grupos trabalharem em torno de um objetivo comum.
“Eu só acredito que um clube vá se organizar e se respeitar internamente quando todas as pessoas que participarem desse processo abram mão do seu lado pessoal em prol da organização e da dignidade de um clube de futebol.”
Na sequência, Dorival relacionou essa união à possibilidade de o São Paulo recuperar o espaço que historicamente ocupou no futebol.
“Quando isso acontecer, o São Paulo dará um passo muito grande em busca de uma organização e de voltar a ser tudo que sempre foi no cenário esportivo mundial.”
A fala coloca organização interna como uma das condições apontadas pelo treinador para que o clube consiga voltar a competir em alto nível.
Dorival também fez uma comparação com o ambiente político do país para defender maior unidade dentro do futebol.
Segundo o treinador, a divisão entre grupos prejudica o funcionamento das instituições e, no caso do São Paulo, dificulta a construção de um projeto comum.
“Nós precisamos que todos os são-paulinos de verdade se juntem. Dividimos clubes, o país em partidos políticos, e isso não tem feito bem para ninguém.”
Na avaliação apresentada pelo técnico, o São Paulo precisa superar suas divisões internas para recuperar força.
“Espero que os clubes possam ter uma unidade. Quando isso acontecer, não tenho dúvidas de que esse clube vai voltar a ser gigante.”
A declaração foi feita em meio ao cenário eleitoral do São Paulo, mas Dorival não indicou apoio a candidato ou grupo específico na fala divulgada.
O contexto esportivo ajuda a dimensionar a declaração.
O São Paulo chegou a brigar pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro no começo da competição, mas perdeu rendimento ao longo da campanha e chega à reta final distante da disputa pela liderança.
A derrota por 2 a 1 para o Santos, no clássico realizado no MorumBIS, aumentou a pressão sobre a equipe.
Ainda assim, Dorival ampliou o foco da análise. Em vez de restringir a explicação aos resultados ou ao desempenho dos jogadores, o treinador apontou a necessidade de uma reorganização mais ampla do clube.
Esse ponto é especialmente relevante porque o São Paulo terá uma mudança importante em sua estrutura política ao final da temporada, com a eleição prevista para o fim do ano.
A cobrança por união ganha relevância diante do processo eleitoral que se aproxima.
O treinador não entrou no mérito de candidaturas ou disputas políticas específicas. Sua mensagem foi direcionada à necessidade de que os diferentes setores do clube trabalhem em favor de uma estrutura mais organizada.
Nesse sentido, a declaração pode ser lida como uma defesa de estabilidade institucional, sem que isso represente posicionamento público em favor de um grupo político.
A preocupação expressada por Dorival é que conflitos internos acabem interferindo na capacidade do São Paulo de construir um projeto esportivo de longo prazo.
Para o técnico, a recuperação do protagonismo passa primeiro pela organização.
Depois da derrota no clássico, o São Paulo terá pouco tempo para reagir dentro de campo.
O próximo compromisso será contra o Cruzeiro, na quarta-feira, às 21h30, no Mineirão, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A equipe precisará conciliar a necessidade de recuperação esportiva com um ambiente institucional que segue sob pressão.
A fala de Dorival, nesse cenário, funciona como um recado mais amplo: para o treinador, não basta apenas reorganizar o time dentro de campo. O São Paulo também precisa encontrar maior convergência fora dele.
E é justamente essa combinação entre futebol e organização interna que, na visão apresentada pelo técnico, pode determinar o caminho do clube nos próximos anos.
O treinador defendeu que as pessoas envolvidas com o clube deixem interesses pessoais em segundo plano e trabalhem pela organização e pela dignidade institucional do São Paulo.
Não. Na declaração apresentada, Dorival não declarou apoio a candidato ou grupo específico. A cobrança foi direcionada à união entre os são-paulinos e à organização interna do clube.
O São Paulo vive uma fase esportiva distante da liderança do Brasileirão e se aproxima de uma eleição prevista para o fim do ano. Nesse contexto, Dorival defendeu maior unidade interna.
O Tricolor enfrenta o Cruzeiro na quarta-feira, às 21h30, no Mineirão, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.







































