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·20 de agosto de 2026

Técnico do São Paulo se irrita com questionamento de Marcos Antonio ter virado ponta

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Técnico do São Paulo se irrita com questionamento e esclarece papel de Marcos Antônio: jogador tem liberdade para circular e atua aberto apenas na fase defensiva

O São Paulo encontrou uma nova alternativa tática sob o comando de Dorival Júnior, e um dos jogadores que mais mudou sua dinâmica dentro de campo foi Marcos Antônio. Frequentemente visto pelo lado esquerdo, o meio-campista chegou a ser questionado sobre uma possível transformação em ponta — algo que irritou o treinador.

Após a vitória por 3 a 1 sobre o Bolívar, que garantiu o São Paulo nas quartas de final da Copa Sul-Americana, Dorival fez questão de explicar que Marcos Antônio não exerce uma função fixa de ponta.

A movimentação faz parte do novo sistema implementado pelo técnico após a parada para a Copa do Mundo.

Marcos Antônio não virou ponta no São Paulo

A principal mudança no esquema do São Paulo de Dorival Júnior é a presença de apenas um ponta de origem. Normalmente, Artur ocupa esse papel, enquanto o outro lado do campo é utilizado de maneira mais dinâmica.

Marcos Antônio aparece pelo setor esquerdo principalmente quando o Tricolor está sem a bola. Na fase ofensiva, porém, o jogador possui liberdade para se movimentar e buscar espaços entre as linhas adversárias.

Dorival explicou que não existe uma determinação para que o meio-campista permaneça aberto.

“O Marcos não tem obrigação de estar pela esquerda. Eventualmente, alguém vai ocupar aquele espaço.”

A ideia do treinador é criar amplitude com os laterais, permitindo que os jogadores de meio-campo ocupem diferentes zonas do campo.

Assim, quando Marcos Antônio estiver pelo lado, o lateral pode realizar uma ultrapassagem ou aparecer por dentro. O objetivo é gerar superioridade numérica e dificultar a marcação adversária.

Por que Marcos Antônio aparece tanto pelo lado esquerdo?

A explicação está principalmente na organização defensiva do São Paulo.

Dorival trabalha com duas linhas de quatro jogadores quando o time não tem a posse. Nesse momento, Marcos Antônio é responsável por fechar um dos corredores laterais.

Com Artur pelo lado direito, o meia normalmente fica responsável pelo setor esquerdo.

Quando o São Paulo recupera a bola e inicia uma transição rápida, Marcos Antônio muitas vezes ainda está naquela região. É por isso que o torcedor pode ter a impressão de que o jogador está atuando como ponta.

Na realidade, trata-se de uma consequência do sistema defensivo e da liberdade concedida pelo treinador na fase ofensiva.

“O Marcos não tem obrigação nenhuma de estar naquele espaço, a não ser para iniciar uma marcação. O Marcos é o jogador que marca por fora, pela esquerda ou, quando não temos o Artur, pela direita. É uma necessidade que temos, defensivamente, de ter um jogador por fora. Marcos tem liberdade de movimento, não tem obrigação de posicionamento nenhum. Quero deixar isso bem claro”, afirmou Dorival.

Novo esquema começa a dar resultado no São Paulo

A mudança tática começou a ganhar força justamente em um momento de enorme pressão sobre o São Paulo no segundo semestre de 2026.

Antes da vitória contra o Bolívar, o Tricolor acumulava seis jogos sem vencer em todas as competições. Além disso, a equipe carregava um jejum ainda maior no Campeonato Brasileiro.

A vitória por 3 a 1 sobre os bolivianos encerrou a sequência negativa e garantiu a classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

O desempenho também deu a Dorival um indicativo de que as alterações promovidas durante o período de preparação podem funcionar.

Um dos exemplos foi a utilização de Marcos Antônio em uma função híbrida, participando da recomposição defensiva e tendo liberdade para aparecer em diferentes setores quando o São Paulo tinha a bola.

Artur é peça importante para o funcionamento

A presença de Artur também interfere diretamente na dinâmica do sistema.

Quando o atacante está em campo, ele oferece amplitude pelo lado direito. Com isso, o lateral pode atuar por dentro em determinados momentos, enquanto Marcos Antônio possui liberdade para ocupar espaços no outro corredor.

Quando Artur esteve fora, Dorival testou Ferreirinha e Victor Sá, jogadores que naturalmente preferem atuar pelo lado esquerdo.

A mudança obrigou o treinador a ajustar também a posição de Marcos Antônio durante a fase defensiva.

Nesse cenário, o meia passou a fechar o lado direito e iniciar as transições daquele setor.

Isso mostra que, para Dorival, Marcos Antônio não está preso a um lado do campo. Sua função depende das características dos jogadores que estão ao seu redor.

São Paulo tenta levar evolução para o Brasileirão

Depois de reencontrar a vitória e garantir vaga nas quartas de final da Sul-Americana, o São Paulo agora volta todas as atenções para o Campeonato Brasileiro.

O Tricolor enfrenta a Chapecoense neste domingo, às 18h30 (de Brasília), na Arena Condá, pela 24ª rodada.

A equipe ainda tenta encerrar um jejum de nove partidas sem vencer no Brasileirão, sequência que aumentou a pressão sobre Dorival Júnior e o elenco.

A expectativa é que o novo funcionamento tático, que apresentou sinais positivos diante do Bolívar, também possa ajudar o São Paulo a reagir na competição nacional.

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