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·10 de junho de 2026
Tenho ódio em ver o São Paulo de hoje, afirma multicampeão

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🔥 “TENHO ÓDIO DE VER O SÃO PAULO DE HOJE”: PALHINHA DISPARA E COBRA COMPROMETIMENTO DOS ATUAIS JOGADORES

Ídolo de uma das fases mais gloriosas da história tricolor, Palhinha fez um forte desabafo ao falar sobre o momento atual do São Paulo. Bicampeão da Libertadores, bicampeão mundial e um dos principais jogadores da equipe montada por Telê Santana, o ex-camisa 10 não escondeu a indignação ao comparar sua geração com a atual.
“Tenho ódio quando vejo as partidas de hoje em dia. Os jogadores não sabem a grandeza do clube em que estão. Não vibram, aceitam as derrotas normalmente. Não gosto nem de assistir, para não passar raiva”, afirmou.
A declaração chama atenção porque vem de alguém que ajudou a construir o período mais vitorioso da história do clube. Palhinha foi peça fundamental nas conquistas das Libertadores de 1992 e 1993 e dos Mundiais sobre Barcelona e Milan. Para ele, o principal problema não é técnico, mas comportamental.
O ex-meia também abriu uma antiga ferida da carreira: a ausência na Copa do Mundo de 1994. Titular da Seleção Brasileira durante as Eliminatórias, ele acabou cortado da lista final de Carlos Alberto Parreira.
“Faltou honestidade comigo”, desabafou. Segundo Palhinha, sua trajetória na Seleção justificava uma vaga no grupo que conquistou o tetracampeonato nos Estados Unidos.
Sua história no São Paulo começou quando estava próximo de abandonar o futebol. Contratado por indicação de Telê Santana, transformou-se em um dos jogadores mais decisivos da era mais vencedora do clube. Apesar de algumas divergências com o treinador, reconhece que o trabalho do comandante foi essencial para elevar o nível técnico e competitivo do elenco.
As críticas de Palhinha refletem um sentimento compartilhado por parte da torcida são-paulina. Muitos enxergam uma diferença enorme entre a postura dos times vencedores dos anos 90 e as equipes atuais, principalmente na entrega, na identificação com a camisa e na capacidade de reagir em momentos de pressão.
Mais do que uma crítica aos jogadores atuais, o discurso do ex-camisa 10 funciona como um alerta: para quem viveu a construção da história do São Paulo dentro de campo, o clube parece distante dos valores de competitividade, liderança e obsessão por vitórias que marcaram a geração comandada por Telê Santana.








































