Jogada10
·30 de agosto de 2025
Terrabolistas comentam sobre a ‘explosão’ futebol feminino nos próximos anos

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·30 de agosto de 2025
O Brasileirão Feminino vive um final de semana de decisão. Neste sábado (30), conheceremos as grandes finalistas da edição 2025 do torneio. Cruzeiro e Corinthians levaram vantagem nos jogos de ida contra Palmeiras e São Paulo, respectivamente.
O campeonato foi pauta da última edição do Terrabolistas, do portal Terra. O jornalista Allan Simon, convidado desta edição, mostrou muito otimismo com o futuro do futebol feminino. Para ele, a modalidade terá muita evolução no país com a disputa da Copa do Mundo em 2027, e recordou das críticas que o esporte já sofreu.
“Pode ter hater à vontade, mas ele vai ser muito grande, muito maior do que já é. Nós vamos ter uma Copa do Mundo no Brasil daqui a dois anos, o caminho natural é a evolução. Todas as críticas que as pessoas fizeram no passado, eram de questões extremamente naturais para um esporte que ficou proibido no Brasil durante muitos anos e que o investimento só começou a vir agora. Então ele vai ser muito grande”, enfatizou.
Simon também trouxe o exemplo do Cruzeiro, que mostra como investir na modalidade dá resultado. As Cabulosas vieram fortes para a temporada e chegaram na semifinal do Brasileirão, largando em vantagem, fora de casa, contra o Palmeiras, vencendo por 3 a 1.
“O Cruzeiro agora vem e, de uma forma muito rápida, consegue transformar um projeto em algo que, provavelmente, vai ser finalista do Brasileirão. Mas o Cruzeiro está mostrando que, neste instante, 2025, basicamente se você investir você vai fazer acontecer. E os times que ficam aí sofrendo, como o Santos, que conseguiu ser rebaixado também no feminino, acordem, porque o futebol feminino vai ter um tamanho muito maior do que tem hoje”, reforçou.
Cruzeiro venceu o Palmeiras no jogo de ida da semifinal do Brasileirão Feminino – Foto: Cris Mattos/Staff Images Woman/CBF
Outro ponto essencial para a valorização do futebol no Brasil é o retorno da Copa do Brasil Feminina. O torneio não era disputado desde 2016 e retornou para o calendário da CBF neste ano, com clubes das três divisões do Brasileirão. Dario Vasconcelos ressaltou que a competição pode trazer uma melhora na vida das atletas, principalmente na parte financeira.
“O negócio já está acontecendo há muito tempo. Esse olhar mais efetivo, voltado para o futebol de mulheres precisa começar agora, precisa melhorar agora. A Copa do Brasil voltou, depois de um tempo, já é mais um campeonato no calendário das meninas para terem mais subsídios e para conseguir negociar por melhores condições”, afirmou.