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·21 de abril de 2026

Textor admite possibilidade de sair do Botafogo

Imagem do artigo:Textor admite possibilidade de sair do Botafogo

O Botafogo vive o momento mais delicado de sua era SAF. Nesta terça-feira (21/04), John Textor elevou o tom e, pela primeira vez, admitiu a possibilidade de deixar o clube caso não consiga autorização para realizar novos aportes financeiros. As declarações foram dadas em entrevista divulgada pelo ge, após o fracasso da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que não teve quórum.

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John Textor (Foto: Vitor Silva/Botafogo)


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O empresário afirmou que está disposto a investir US$ 25 milhões (cerca de R$ 127 milhões), mas esbarra em entraves societários. A proposta é realizar o aporte via equity, com emissão de novas ações, modelo que evitaria o aumento da dívida do clube.

Durante a entrevista, Textor foi direto ao abordar a possibilidade de saída. “Eu prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube”, disse. Em seguida, ponderou: “Se eu não consigo fazer isso legalmente e outra pessoa quiser pagar, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre o Botafogo”.

O cenário se agravou após a ausência de representantes da Eagle Bidco na AGE. Sem quórum, a reunião não pôde deliberar sobre a capitalização urgente do clube. Textor criticou a condução do processo e cobrou transparência: “Chega de advogados, atividades nas sombras. Venham para a reunião, apresentem soluções ou saiam do caminho”.

O dono da SAF também expôs um conflito interno na estrutura da holding. Ele apontou a Ares Management como responsável por travar o investimento no Botafogo, alegando que a prioridade da empresa seria proteger o Lyon, da França. “Eles estão fazendo o melhor para proteger o time da França e sacrificar o do Brasil”, afirmou.

Mesmo diante do impasse, Textor reforçou que o foco deve ser a sobrevivência financeira do clube. “Não me importo com o resultado, se estou dentro ou fora, desde que alguém esteja pagando as contas deste clube”, declarou.

Uma nova tentativa de assembleia foi marcada para o dia 27 de abril, quando os acionistas voltarão a discutir a emissão de ações e alternativas para capitalização. Enquanto isso, o Botafogo segue pressionado por problemas financeiros, incluindo restrições no mercado e necessidade urgente de fluxo de caixa.

O desfecho da próxima reunião pode ser decisivo não apenas para o futuro da SAF, mas também para a continuidade do projeto liderado por John Textor no clube.

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