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·03 de junho de 2026

Textor volta a atacar associativo do Botafogo

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O norte-americano John Textor, afastado do comando do Botafogo, realizou entrevista coletiva nesta quarta-feira (3/6) em um hotel no Rio de Janeiro e declarou guerra de vez contra o associativo do clube. Em longas declarações, o ex-mandatário fez duras críticas ao modo que o clube social, dono de 10% das ações da SAF, levaram os últimos meses, revelando também não ter feito proposta para “recomprar” o Botafogo e falando sobre as possíveis vendas de Montoro e Danilo.

Inicialmente, o ex-Big Boss glorioso falou sobre a disputa societária, atualmente em vigor no Tribunal Arbitral da FGV. Ele reafirmou ser dono de 90% das ações da SAF, afirmando que ele e Durcésio Mello, ex-presidente do Botafogo, foram “traídos”.


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John Textor segue em pé de guerra com associativo do Botafogo – Foto: Wagner Meier/Getty Images

“Sou dono de 90% das ações”, diz Textor

“O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido. Mas deixa eu dizer quem não tem esse direito também. Um dia, vai haver a resolução de John Textor tem o direito das ações ou se a Eagle vai fazer o impossível e convencer o júri de que o documento diz o que o documento não diz. Mas um grupo (de acionistas) que não tem o direito de fazer isso (vender as ações) é o associativo. Nós temos essa crença de que o associativo pode fazer o que quiser, porque nós crescemos com ele, eles administram o clube. Mas eles tomaram a decisão, pelas leis que regem esse país, de ter 10% das ações. Eles não têm o direito de fazer isso. Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo. Eu acredito em tudo que estão falando e, agora, dizem que eles vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou. O clube social tem que se responsabilizar pelo que tá acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta”, iniciou.

Botafogo iria vender Danilo e Montoro?

Textor, então, falou sobre a polêmica envolvendo as possíveis vendas de Álvaro Montoro e Danilo, dois dos principais jogadores do atual elenco do Botafogo. Ele reclamou do fato de o associativo ter recusado as propostas do Nottingham Forest (ING) sem o consultar.

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Danilo e Montoro são os dois principais craques do Botafogo – Foto: Vitor Silva/Botafogo

“Vamos falar sobre as histórias que eles contaram, os 34 milhões que iam entrar vinham dos interesses econômicos de dois atletas: Danilo e Montoro. Era para transferir os dois para o Nottingham Forest no tempo das regras da Fifa e trazê-los de volta imediatamente para ficarem até o fim do ano (no Botafogo). O valor do Danilo, na época, era bem questionável, porque veio para a gente em recuperação. Então, nós vemos ele como um jogador de 46 milhões, ele é incrível. O mercado tem muitas perguntas para ele, precisam o ver jogando. Então, esse contrato que nós fizemos com o Nottingham Forest nos deu o direito de manter o jogador e, se ele valorizasse, o comprar de volta. Então, tem muito nessa transação que o mercado não soube. A equipe (clube associativo) rejeitou a proposta, mesmo sem me ligar, isso nunca aconteceu antes. Não pude acreditar, vocês verão no e-mail. Como pode rejeitar essa proposta sem antes ligar e discutir sobre? Então os 34 milhões foram bloqueados”, explicou.

Transfer bans na Fifa

Ele seguiu na explanação, guardando críticas também à GDA Luma, potencial compradora da SAF. No entanto, segundo o próprio, os transfer bans sofridos na Fifa não são culpa sua.

“E sai “John está vendendo seu jogador favorito”, eles foram ao tribunal bloquear o credor tóxico conhecido como GDA Luma, e agora querem que vocês acreditem que a GDA é a salvadora, mas sem John. Eu assumo a responsabilidade por muitos dos meus erros, mas não vou me responsabilizar por transfer bans que foram criados pelo clube social, usando a Justiça para bloquear dinheiro de entrar. Como o clube estaria com 70 milhões de dólares? Nós estaríamos contratando jogadores, pagando nossas dívidas e não estaríamos nessa guerra. Se naquela época os 70 milhões de dólares tivessem entrado, nós não estaríamos aqui falando sobre a vergonha que está com o nome do nosso clube”, afirmou.

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