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·06 de maio de 2026
Thun quebra hegemonia de Young Boys e Basel e conquista título inédito vindo da segunda divisão

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Zebras, campeões inéditos, pontos finais em hegemonias, a reta final da temporada europeia consagra diversos campeões com histórias curiosas. Na Suíça, o modesto Thun FC conseguiu unir todos esses elementos com um tempero a mais: conquistar o título vindo da segunda divisão.
O clube que leva o nome da pequena cidade suíça retornou à elite do futebol nacional nesta temporada, após cinco anos na segunda divisão. A volta para a Superliga veio com a conquista do terceiro título do acesso em sua história de 128 anos.
O objetivo inicial de se manter na primeira divisão foi convertido no sonho de surpreender os clubes que dominam o campeonato nacional nas últimas décadas e se tornou o conto de fadas da fênix suíça.
Com uma campanha surpreendente na primeira fase, o Thun venceu 24 dos 33 jogos e avançou para a disputa final com 14 pontos de vantagem para o vice-líder. No playoff para definir o campeão, que reúne em um grupo único os seis melhores classificados, a zebra suíça aproveitou a folga conquistada e, mesmo com uma arrancada negativa, comemorou o título no sofá de casa.
Após a derrota em casa na estreia da segunda fase para o Lugano, o Thun visitou o Basel e foi novamente derrotado por 3 a 1. Apesar do segundo revés consecutivo, o clube contou com o tropeço do St.Gallen para confirmar o título com três rodadas de antecedência.
A conquista para a cidade de cerca 40 mil habitantes colocou fim à espera pelo primeiro título de expressão do clube em sua história. Além disso, o Thun se intrometeu entre as principais forças do país e colocou um fim na sequência de títulos de Basel, Young Boys e Zurique.
Nas últimas duas décadas, apenas os três times haviam ficado com a taça, com destaque para o Basel, com 10 títulos, sendo oito de forma consecutiva, e o Young Boys, com seis.
Dono de um dos menores orçamentos da primeira divisão, o Thun apostou em uma reconstrução financeira de maneira sustentável na segunda divisão. Após passar por uma forte crise no seu último rebaixamento, o clube aproveitou os momentos fora da elite para se organizar internamente.
Sem grandes estrelas no elenco, a Fênix Suíça apostou em um elenco equilibrado com apenas dois jogadores acima dos 30 anos e apenas um abaixo dos 20. O principal destaque ofensivo foi Elmin Rastoder, autor de 14 gols, além de seis assistências, em 34 jogos. Nascido na Suíça, o atacante defende a seleção da Macedônia do Norte e atuou na derrota para a Dinamarca na repescagem para a Copa.
No comando da equipe, o Thun tem um treinador "formado" em casa. Mauro Lustrinelli, de 50 anos, está na sua quarta temporada pelo clube. O ex-atacante encerrou a sua carreira nos gramados pelo Thun em 2012 e, desde então, passou a trabalhar na comissão técnica do clube.
O suíço deixou o clube entre 2018 e 2021 para trabalhar na seleção sub-21 e retornou para se consolidar como treinador principal. Como atleta, Lustrinelli defendeu o Thun em duas temporadas. Na primeira, ganhou destaque e disputou a Copa do Mundo da Alemanha. Em toda a sua carreira, o ex-atacante disputou 12 jogos pela seleção suíça, sendo duas no Mundial.







































