AVANTE MEU TRICOLOR
·13 de agosto de 2026
Ticketmaster e naming rights do Morumbi: o desespero do São Paulo por reforços e evitar novo transfer ban

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·13 de agosto de 2026

A diretoria do São Paulo vive dias de intensa pressão nos bastidores para equilibrar as finanças e assegurar capacidade de investimento na reta final da janela de transferências, que se encerra no próximo dia 11 de setembro.
Com a necessidade iminente de atender o técnico Dorival Junior e reforçar o elenco profissional e quitar pendências financeiras cruciais e evitar punições graves — como o transfer ban da CBF decorrente do atraso no pagamento da compra do volante Djhordney junto ao Novorizontino —, a cúpula tricolor busca selar acordos comerciais milionários em caráter de urgência nos próximos dias.
Diante do cenário econômico delicado sob a gestão do presidente Harry Massis, a diretoria são-paulina avançou em duas frentes estratégicas para obter alívio financeiro imediato aos cofres do clube.
Em uma das movimentações para injetar liquidez imediata no caixa, o São Paulo selou um acordo com a Ticketmaster para as gestões da comercialização de ingressos e programa de Sócio-Torcedor, pelos próximos cinco anos.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR antecipou no fim de julho, a gestão Massis tenta R$ 140 milhões da sua nova parceira. O clube do Morumbi vinha pleiteando junto à nova parceria a antecipação de valores afim de amenizar um pouco a crise financeira atravessada. O montante pedido pela diretoria na ocasião foi um pouco maior, de R$ 250 milhões.
Para ser concretizada, a mudança de tiqueteira ainda precisa passar pela validação final dos órgãos de governança do clube, incluindo a apreciação do Conselho Deliberativo.
O montante de R$ 140 milhões pré-apropriado pelo Tricolor está dividido em dois eixos comerciais:
Sócio-Torcedor e Ticketing: R$ 110 milhões disponibilizados como antecipação de receitas, a serem ressarcidos pelo clube ao longo do período contratual com incidência de taxas de juros.
Camarote 29A: R$ 30 milhões referentes à cessão dos direitos de exploração comercial do espaço corporativo de 595 lugares localizado no MorumBIS.
Paralelamente, o Tricolor retomou as tratativas para a venda dos naming rights do Estádio do Morumbi. Com o contrato atual da Mondelez (Morumbis) próximo do término e sem indicativos de reajuste nos valores (atualmente fixados em R$ 25 milhões anuais), o São Paulo negocia com empresas de grande porte para elevar o faturamento para a casa dos R$ 60 milhões por temporada até o ano do centenário do clube, em 2030.
Segundo o portal ‘Globo Esporte‘, o Tricolor retomou conversas com a BYD, montadora chinesa de carros elétricos. O objetivo, conforme apurado pelo AVANTE MEU TRICOLOR, envolveria a antecipação de valores do novo contrato a ser firmado (com valores mais baixos que os pedidos inicialmente).
Não deixa de ser surpreendente, já que em julho o próprio São Paulo falou internamente que as negociações com a BYD estavam encerradas.
Os diálogos haviam sido interrompidos inicialmente no término de 2025 para readequações de compliance e governança da montadora no mercado nacional, mas foram retomados ao longo do primeiro semestre de 2026 e giravam em torno de R$ 600 milhões por dez anos de contrato.
Contudo, as conversas não evoluíram para termos contratuais definitivos, culminando na decisão da fabricante de veículos elétricos de retirar-se formalmente do negócio.
Na ocasião, um dos pontos destacados para o desacordo era o fato da BYD ter interesse em assumir de forma imediata os naming rights do Morumbi, algo que o São Paulo não poderia garantir por ter antecipado pagamentos da Mondelez no contrato atual.







































