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·16 de setembro de 2026

Time de Nico Lopez e Victor Cuesta é eliminado da Libertadores após campanha histórica

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Mesmo com o triunfo por 2 a 1 sobre o Fluminense nesta terça-feira (15), no Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires, o Platense não conseguiu evitar a queda nas quartas de final da Copa Libertadores. O time argentino não conseguiu superar a desvantagem construída na ida, quando havia perdido por 2 a 0 no Maracanã.

O placar agregado de 3 a 2 garantiu ao Fluminense a vaga entre os quatro finalistas da Libertadores, a terceira vez que o clube chega a essa fase do torneio. Víctor Cuesta, suspenso, ficou fora do jogo, enquanto Nico López permaneceu no banco durante toda a partida.


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Ausência que pesou na defesa

Suspenso, Víctor Cuesta não foi relacionado por Martín Palermo para o jogo decisivo. No confronto de ida, no Rio de Janeiro, o zagueiro havia sido titular e atuado os 90 minutos na derrota por 2 a 0.

Sem o defensor em campo, a defesa argentina sentiu dificuldade justamente no momento em que mais precisou conter o ataque do Fluminense. O gol que praticamente decidiu a vaga saiu exatamente nesse período de pressão.

Nico López não entrou em campo

Diferentemente do compatriota, o uruguaio Nico López ficou no banco de reservas durante toda a partida decisiva. Ele também não havia sido titular no confronto de ida, disputado no Rio de Janeiro.

Assim, o atacante encerrou sua participação na eliminatória sem pisar em campo diante do time brasileiro. Palermo vinha reduzindo a presença dele nas últimas rodadas da competição continental.

Feito histórico apesar da queda

Apesar da eliminação, o Platense alcançou as quartas de final em sua primeira participação em um torneio da Conmebol, feito inédito na trajetória do clube.

Na fase de grupos, o Platense somou 10 pontos e ficou em segundo lugar na chave. Depois, avançou às oitavas de final ao superar o Coquimbo Unido numa disputa de pênaltis, feito que já superava qualquer participação anterior do clube em torneios internacionais.

Essa caminhada ganhou ainda mais peso por vir logo após o título do Torneio Apertura argentino de 2025, a primeira conquista nacional de grande porte da equipe. Um clube historicamente afastado do protagonismo do futebol argentino se viu, de uma só vez, entre os oito melhores times da América.

Duas trajetórias que passaram pelo Inter

A Libertadores reuniu, em lados opostos, dois jogadores que deixaram marca na história recente do Internacional. Víctor Cuesta desembarcou em Porto Alegre em 2017, contratado junto ao Independiente, na mesma temporada em que o Colorado disputava a Série B.

Cuesta se tornou titular e uma das principais referências da zaga gaúcha ao longo de cinco anos e meio no clube. Foram 270 jogos, com 10 gols e 14 assistências, e foi convocado duas vezes para a seleção do Campeonato Brasileiro. Sua saída de Porto Alegre ocorreu em 2022, quando foi emprestado ao Botafogo antes de deixar o clube de vez.

Nico López chegou ao Beira-Rio em julho de 2016, contratado da Udinese como reforço do clube. Ele esteve no elenco no rebaixamento daquele ano e se tornou peça central no acesso conquistado em 2017, quando fechou a temporada como artilheiro do time, com 17 gols.

Em 2018, voltou a ser o goleador da equipe, com 14 gols, 11 deles no Campeonato Brasileiro. López marcou 40 gols pelo Internacional antes de seguir para o Tigres, do México, e depois chegar ao futebol argentino.

A presença dos dois ex-colorados em lados opostos de uma chave da Libertadores reaviva, para o torcedor do Inter, a lembrança de duas passagens marcantes na história recente do clube.

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