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·10 de março de 2026

Torcedor é identificado após denúncia de assédio contra médica em jogo do Paulistão A4

Imagem do artigo:Torcedor é identificado após denúncia de assédio contra médica em jogo do Paulistão A4

Um episódio de assédio registrado durante uma partida do Campeonato Paulista da Série A4 gerou indignação no futebol paulista no último fim de semana. O homem suspeito de cometer o ato contra uma médica que trabalhava na partida entre Comercial e Nacional, em Ribeirão Preto (SP), foi identificado após o ocorrido ser relatado pela arbitragem e denunciado às autoridades.

A situação aconteceu no estádio Palma Travassos enquanto a profissional exercia normalmente sua função junto ao banco de reservas do Nacional. Após a denúncia, a Federação Paulista de Futebol (FPF) informou que encaminhou o caso às autoridades competentes e garantiu apoio à vítima. O Comercial, clube mandante da partida, também afirmou que tomará medidas judiciais cabíveis contra o torcedor envolvido.


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Protocolo de combate ao assédio foi acionado

A médica Dra. Bianca Francelino de Oliveira havia sido contratada pelo Nacional para atuar na partida. Durante o jogo, um torcedor do Comercial passou a dirigir atitudes consideradas ofensivas e de cunho sexual em direção à profissional, que se encontrava próxima ao banco de reservas.

De acordo com o relato registrado na súmula pela árbitra Ana Caroline Carvalho, o torcedor teria segurado e apontado a própria genitália em direção à médica. A atitude provocou revolta imediata entre jogadores reservas e integrantes da comissão técnica do Nacional, que iniciaram uma discussão com torcedores posicionados próximos ao alambrado.

A situação foi inicialmente percebida pelo técnico do Nacional, Tuca Guimarães, que acionou o quarto árbitro da partida. Após receber a informação, a árbitra principal se dirigiu até a médica para confirmar o ocorrido. Segundo o relato registrado no documento oficial do jogo, a profissional confirmou o episódio de assédio.

Diante da denúncia, Ana Caroline Carvalho aplicou o protocolo previsto no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista, que determina a paralisação da partida em situações de discriminação ou violência. O jogo foi interrompido temporariamente enquanto a situação era avaliada e medidas de segurança eram adotadas.

A partida só foi retomada após a própria médica afirmar que tinha condições de continuar desempenhando sua função.

Clubes e Federação se manifestam

Logo após o caso ganhar repercussão durante o jogo, a Federação Paulista de Futebol publicou uma nota oficial repudiando o ocorrido. A entidade reforçou que o futebol paulista não tolera qualquer tipo de assédio, preconceito ou discriminação e afirmou que o episódio será tratado com rigor.

Segundo a federação, todas as informações foram encaminhadas às autoridades responsáveis para que os envolvidos sejam identificados e responsabilizados conforme a lei.

O Comercial também se posicionou publicamente após a partida. Em comunicado, o clube lamentou o ocorrido e informou que o torcedor suspeito já havia sido identificado pelas autoridades e por representantes da própria federação presentes no estádio.

Na nota, o clube destacou ainda que atitudes preconceituosas não são compatíveis com os valores da instituição. O texto afirma que pessoas com comportamentos machistas, racistas, homofóbicos ou qualquer tipo de postura discriminatória não são bem-vindas no estádio Palma Travassos.

O Nacional, equipe que contratou a médica para atuar no confronto, também divulgou manifestação de apoio. O clube expressou solidariedade à Dra. Bianca Francelino de Oliveira e destacou a postura da profissional, que decidiu permanecer no trabalho mesmo após o episódio.

Na nota, a equipe ressaltou que o futebol deve ser um ambiente seguro e inclusivo, especialmente para mulheres que atuam no esporte, e defendeu que casos como esse reforçam a necessidade de união para combater qualquer forma de violência ou desrespeito nos estádios.

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