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·26 de agosto de 2026

Torcidas do São Paulo divergem e não assinam manifesto conjunto

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Torcidas do São Paulo divergem e não assinam manifesto conjunto

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Dragões da Real decide não aderir ao posicionamento; Independente, Falange Tricolor, sócios-torcedores e torcedores comuns anunciam ato no Morumbi contra mudanças no estatuto

A crise política e institucional do São Paulo ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira. As torcidas organizadas do clube não chegaram a um consenso em relação ao posicionamento sobre a reforma estatutária em discussão no Tricolor, e a Dragões da Real decidiu não aderir ao manifesto divulgado por outros grupos.

O documento convoca torcedores para um ato no próximo sábado (29), às 13h, na área social do Morumbi, e direciona duras críticas ao Conselho Deliberativo do São Paulo.

A mobilização ocorre em um momento de enorme pressão sobre o clube, que enfrenta uma crise esportiva no Campeonato Brasileiro e tem sido cobrado por mudanças dentro e fora de campo.

Manifesto faz duras críticas ao Conselho Deliberativo

O texto divulgado pelas torcidas que aderiram ao movimento adota um tom bastante contundente contra os grupos políticos do Conselho Deliberativo.

O manifesto afirma que os conselheiros serão cobrados individualmente e questiona a atuação das diferentes correntes políticas existentes no clube.

Entre os grupos citados estão Participação, Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor, Salve o Tricolor Paulista, Força São Paulo, Somos SPFC, Legenda, Novo São Paulo, Super e Sou SPFC.

A crítica central é de que o Conselho estaria excessivamente concentrado em disputas políticas enquanto o futebol atravessa uma situação delicada.

“Menos política! Mais São Paulo Futebol Clube”, diz um dos trechos do manifesto.

Torcidas se posicionam contra reforma estatutária

Um dos principais pontos apresentados no documento é a oposição à reforma estatutária que está sendo discutida internamente no São Paulo.

As torcidas afirmam que a mudança teria, na visão dos manifestantes, um caráter político e poderia favorecer a permanência de determinados grupos no poder.

O manifesto classifica como “inegociável” a posição contrária à reforma.

A crítica ganha força justamente porque o Conselho Deliberativo tem uma pauta relacionada à reforma estatutária enquanto o time profissional enfrenta uma das maiores crises esportivas dos últimos anos.

Torcedores também pedem fim de novas nomeações de vitalícios

Outro ponto levantado pelas torcidas é a questão dos conselheiros vitalícios.

O documento defende o fim de novas nomeações para o Conselho Vitalício e faz críticas severas ao modelo atual.

Os manifestantes questionam os critérios utilizados para novas indicações e defendem uma mudança na estrutura de representação política do clube.

Esse tema é particularmente sensível porque envolve diretamente a composição e o funcionamento do Conselho Deliberativo.

Manifesto cobra participação de sócios e sócios-torcedores

As torcidas também defendem mudanças no sistema eleitoral do São Paulo.

Entre as reivindicações está a participação de associados do clube e sócios-torcedores nas futuras eleições presidenciais, desde que cumpridos critérios de vínculo e adimplência.

O manifesto propõe que sócios-torcedores com pelo menos dois anos de pagamentos em dia, em plano considerado equivalente à mensalidade de sócio do clube, tenham direito a voto.

A proposta representa uma mudança importante em relação ao atual modelo de participação política do São Paulo.

Torcidas querem expulsão de envolvidos em denúncias

O documento também pede a expulsão de pessoas envolvidas em denúncias de corrupção.

A cobrança é apresentada pelas torcidas como parte de um processo de mudança política e de tentativa de recuperar a credibilidade das estruturas internas do clube.

Os manifestantes questionam ainda a atuação dos conselheiros diante do momento vivido pelo futebol profissional.

Dragões da Real fica fora do manifesto

Um dos pontos que chama atenção é a divergência entre as torcidas organizadas.

A Dragões da Real decidiu não assinar o posicionamento divulgado por Independente e Falange Tricolor, entre outros grupos e torcedores que aderiram ao movimento.

A ausência evidencia que, apesar da insatisfação generalizada com o momento do São Paulo, não existe unanimidade entre as principais torcidas organizadas sobre a estratégia de enfrentamento político ao Conselho.

Essa divisão pode ganhar importância nos próximos dias, principalmente diante da convocação para o ato no Morumbi.

Protesto será realizado no sábado

O manifesto convoca os torcedores para um ato marcado para:

📅 Data: sábado, 29 de agosto⏰ Horário: 13h📍 Local: área social do Morumbi

A expectativa dos organizadores é de pressionar diretamente os integrantes do Conselho Deliberativo e cobrar mudanças na condução política do São Paulo.

A mobilização acontece poucos dias depois de torcedores já terem realizado cobranças no CT, em meio à crise do time no Campeonato Brasileiro.

Crise no futebol aumenta pressão política

O cenário esportivo ajuda a explicar a intensidade das cobranças.

O São Paulo atravessa uma sequência extremamente negativa no Brasileirão e passou a conviver com o temor de uma aproximação ainda maior da zona de rebaixamento.

A derrota para a Chapecoense, que até então ocupava a última posição, aumentou a revolta da torcida e elevou a pressão sobre jogadores, comissão técnica, diretoria e Conselho.

Agora, a crise ultrapassa os limites do campo e atinge diretamente a estrutura política do São Paulo Futebol Clube.

A principal mensagem do manifesto é justamente que, na visão dos torcedores que assinam o documento, o clube deveria concentrar seus esforços na recuperação do futebol antes de priorizar mudanças estatutárias.

“Conselheiro não é dono do clube”

O documento termina com uma das frases mais fortes da manifestação:

“Conselheiro não é dono do clube!”

A declaração resume o tom do protesto, que pretende questionar a concentração de poder no Conselho e defender uma maior participação dos torcedores na vida política do São Paulo.

A divisão entre as organizadas, entretanto, mostra que o movimento de cobrança não é completamente uniforme.

Com o ato marcado para sábado, a tendência é de que a pressão sobre o Conselho Deliberativo aumente justamente em um momento no qual o futebol profissional precisa reagir dentro de campo.

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