OneFootball
·17 de agosto de 2026
Tradicional clube de SP teria esquema milionário e traição conjugal, publica site

In partnership with
Yahoo sportsOneFootball
·17 de agosto de 2026

O Clube Atlético Juventus, tradicional clube da zona leste de São Paulo, está no centro de uma investigação policial que mistura desvios milionários, traições conjugais e ameaças armadas.
A Polícia Civil, por meio da Corregedoria, apura se altos valores que entraram recentemente nos cofres do clube foram embolsados por seus principais dirigentes, segundo reportagem do ge.
Os principais alvos da investigação seriam Tadeu Deradeli, presidente do clube, e Carlos Eduardo Gomes Pedroso, presidente do Conselho Deliberativo e escrivão de polícia.
Confira a seguir a apuração do ge sobre o caso.
O estopim das investigações foi a delação do advogado Guilherme Rodrigues, que participava das negociações financeiras do clube junto com sua então esposa, a também advogada Luma Zaffarani.
Guilherme entregou à polícia planilhas e comprovantes bancários detalhando a divisão do dinheiro.
Os desvios teriam ocorrido em duas frentes principais:
Venda da SAF: Dos R$ 20 milhões que o clube receberia, R$ 2 milhões seriam pagos como "honorários advocatícios" para o casal de advogados. Esse valor seria dividido em três partes iguais: uma para Carlos Eduardo, uma para Tadeu Deradeli e a última para o casal.
Contrato com a Maple Bear: No aluguel de uma área do clube para a escola bilíngue, a empresa adiantou R$ 500 mil. Segundo a denúncia, a maior parte do valor foi rateada entre Tadeu, Carlos Eduardo, Luma e Guilherme.
Traição e Fim da Parceria
A denúncia veio à tona após Guilherme descobrir, por meio de vizinhos e câmeras de segurança, que estava sendo traído por sua esposa, Luma. O suposto amante da advogada seria justamente Carlos Eduardo, o presidente do Conselho.
Testemunhas relataram que o casal de amantes tramava excluir Guilherme dos negócios. Após a descoberta, o fim do casamento foi turbulento, envolvendo acusações de agressões e medidas protetivas. A partir de maio de 2026, Guilherme afirma que deixou de participar do rateio das verbas.
Contrato de Estacionamento e Ameaças
Outro ponto de investigação envolve o arrendamento do estacionamento do clube para a empresa Retaguarda Assessoria Empresarial, firmado sem licitação.
A empresa foi criada apenas dois meses antes do acordo e pertence à esposa de um superior hierárquico de Carlos Eduardo na Polícia.
A arrecadação do clube com o espaço caiu de uma média de R$ 85 mil para R$ 40 mil mensais.
O conselheiro Eduardo Pinto Ferreira, que passou a questionar o contrato, relata ter recebido um PIX suspeito de R$ 17 mil da empresa, seguido de mensagens de Carlos Eduardo em uma suposta tentativa de suborno.
Além disso, sócios relatam que Carlos Eduardo usava seu cargo na polícia para intimidar opositores, inclusive exibindo armas em reuniões. Mais de 20 conselheiros foram suspensos ou excluídos de forma arbitrária desde o ano passado.
O Que Dizem os Envolvidos
Tadeu Deradeli (Presidente): Nega as acusações de desvio, mas confirma o recebimento de R$ 224 mil repassados por Guilherme, justificando como "reembolso de uma aplicação financeira".
Carlos Eduardo (Presidente do Conselho): Recusou-se a dar entrevistas.
Luma Zaffarani: Nega a traição e afirma que nunca repassou valores aos presidentes do clube, acusando o ex-marido de disseminar notícias falsas devido ao término complicado.
Clube Atlético Juventus (Nota Oficial): Afirmou que não comenta questões que tramitam em sigilo e ressaltou que as "questões de foro íntimo" de seus funcionários ou diretores não devem ser confundidas com a gestão institucional do clube.
Foto de destaque: Reprodução/Instagram
Ao vivo







































