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·08 de janeiro de 2026

Tratamento desigual: Benfica sem desculpas, Sporting com atenuantes

Imagem do artigo:Tratamento desigual: Benfica sem desculpas, Sporting com atenuantes

Os jornais de hoje mostram bem a cartilha que lhes foi enviada. De um lado, o Benfica, cujo treinador disse exatamente aquilo que todos viram no jogo de ontem. E sinceramente, prefiro mil vezes um treinador que assume, por dentro e por fora, o que aconteceu em campo e as respetivas consequências.

José Mourinho foi claro, repetiu-o várias vezes, mas propositadamente ninguém quis pegar nesse detalhe: o grupo de trabalho já tinha definido que ficaria em estágio porque o objetivo era chegar à final. Não chegando lá – e não chegou por culpa do futebol apresentado -, o estágio mantém-se para preparar o próximo jogo. Não há castigo nenhum. Há planeamento.


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Mesmo assim, o que faz o Record depois de treinador e presidente explicarem isto de forma clara? Titula: “Treinador rebenta plantel e obriga jogadores a dormir no Seixal”. Ora, se algo já estava previamente estipulado, onde está o “rebentamento”? Onde está a punição?

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Na mesma capa, surge o habitual tratamento de algodão ao Sporting após a eliminação. A desculpa agora são as lesões. Curiosamente, para o Record, os sete jogadores do Benfica lesionados – muitos deles potenciais titulares – não contam para nada. Aí já não há contexto, nem atenuantes. Talvez ainda apareça alguém a questionar o departamento médico do Benfica, algo que nunca fazem quando o tema é o Sporting. Falta de lata não lhes falta.

E depois há os pseudoadeptos que ainda não ultrapassaram a derrota nas eleições. Se não passaram pelo Marquês, talvez tenham perdido os festejos dessa minoria que se acha moralmente superior aos outros. Se hoje não há união, saibam a quem agradecer.

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