Gazeta Esportiva.com
·05 de fevereiro de 2026
Treinar o próprio filho: a mais nova excentricidade de Loco Abreu no futebol mexicano

In partnership with
Yahoo sportsGazeta Esportiva.com
·05 de fevereiro de 2026

É só uma questão de tempo até que o uruguaio Sebastián “El Loco” Abreu, técnico do Tijuana, protagonize mais um de seus momentos peculiares no futebol mexicano. Desta vez, ele colocará seu filho Diego em campo, em uma estreia muito aguardada no torneio Clausura 2026.
“Vou vê-lo como apenas mais um membro do grupo”, disse El Loco ao confirmar a contratação de seu filho vários dias antes do anúncio oficial do clube.
Diego, de 22 anos, recém-chegado do futebol uruguaio, poderá fazer sua estreia no México neste fim de semana, quando o Tijuana recebe o Puebla pela quinta rodada do Clausura.
Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Embora seja curioso, existem vários exemplos de filhos que jogaram no mesmo time que seus pais treinavam. Isso aconteceu na década de 1990 com Johan e Jordi Cruyff no Barcelona.
Mais recentemente, os argentinos Diego Simeone e Marcelo Gallardo tiveram seus filhos no vestiário. Simeone teve Giuliano no Atlético de Madrid e Gallardo teve Nahuel no River Plate.
Também houve casos no México. Em 2020, quando treinava o Monterrey, o argentino Antonio Mohamed promoveu a estreia de seu filho Shayr, que atualmente é auxiliar técnico do pai no Toluca.
Em 2004, Hugo Sánchez apresentou seu filho, Hugo Sánchez Portugal, à Primeira Divisão mexicana com o Pumas. Juntos, eles foram bicampeões pelo clube.
Essa relação pai e filho pode representar um parentesco complicado. El Loco Abreu sabe disso, e é por isso que se antecipou a uma possível acusação de nepotismo, avisando que Diego “vai ter que ralar muito como todo mundo e, se mostrar talento, vai jogar”.
“Aprendi muito com Simeone e Gallardo quando eles treinaram seus filhos, a maneira como lidaram com a situação”, observou.
Eu seu segundo torneio no comando do Tijuana, com o objetivo de superar as quartas de final alcançadas no Apertura 2025, Loco Abreu pediu reforços à diretoria do Tijuana, incluindo um atacante.
E a contratação de Diego Abreu, de acordo com Sebastián, é resultado de um trabalho de observação realizado pelo clube mexicano.
Em 2025, Diego fez uma boa temporada no uruguaio Defensor, com oito gols e duas assistências. Antes de chegar ao clube de Montevidéu, foi contratado em janeiro de 2023 pelo Botafogo, onde o pai é ídolo, para defender o time sub-20, mas a passagem pelo alvinegro carioca durou até janeiro de 2024.
“Ele é um atacante que já tem suas características de artilheiro totalmente confirmadas”, garantiu o comandante do Tijuana.
Contratar Diego como centroavante é um incentivo para os atacantes que já estavam no elenco do clube: o hispano-marroquino Mourad Daoudi El Ghezouani e o venezuelano Josef Martínez.
“Quem está jogando não pode entrar na zona de conforto, não pode relaxar, porque tem um companheiro de equipe querendo tomar sua vaga”, alertou El Loco.
Recém-integrado ao elenco do Tijuana, Diego Abreu já demonstrou seu talento como atacante.
Durante a pausa no Campeonato Mexicano em janeiro, devido aos jogos preparatórios da seleção nacional, o Tijuana disputou dois amistosos: venceu o New York Cosmos por 4 a 1, com um gol de Diego, e empatou por 2 a 2 com o San Diego FC, com dois gols do novo reforço.
Diego se integrou bem ao elenco, mesmo sendo filho do treinador. “Estava dizendo aos meus companheiros que é estranho tê-lo como técnico. Eles me disseram para ir com calma, que eu me acostumaria”, revelou o atacante.
O jovem goleador sabe que será o centro das atenções por ser filho do treinador.
“Sei o que as pessoas pensam, leio as coisas que dizem, mas tive um ótimo ano com o Defensor e vou provar isso no Tijuana”, avisou o jogador antes de chegar ao México.
Por enquanto, o treinador tem sido firme com o filho. “Ele deixou claro para mim que é meu treinador. Não posso mais tratá-lo como em casa”, contou Diego.
Para o jogador, esta é uma oportunidade especial, pois ele jogará no México, país onde nasceu em 2003, época em que seu pai atuava pelo América. Portanto, Diego não ocupará uma vaga destinada a estrangeiros e, inclusive, pensa em ser convocado para a seleção mexicana.
*Conteúdo produzido pela AFP








































