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·23 de março de 2026
Tuma processa Stabile por difamação e quer provas contra acusações no Corinthians

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·23 de março de 2026

Por Tiago Salazar
O atrito administrativo no Corinthians ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, horas antes da reunião agendada por Osmar Stabile. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, processou o presidente do clube alvinegro e o acusou de calúnia e difamação. A interpelação judicial foi protocolada na Vara Criminal do Foro Regional do Tatuapé, em São Paulo (SP).
A Gazeta Esportiva teve acesso ao processo aberto por Romeu. O presidente do Conselho Deliberativo citou uma publicação do criador de conteúdo Cacá Catalão, que afirmou que Stabile teria lhe imputado a “prática de atos ilícitos”, como uma suposta interferência indevida em contratos firmados pela diretoria do Corinthians, mirando a obtenção de proveito próprio.

(Foto: Evander Portilho/ Ag. Corinthians)
Segundo o blogueiro, Stabile teria acusado Tuma de, supostamente, querer manter o escritório de advocacia que integra o departamento jurídico, mesmo que o valor a ser pago fosse maior. De acordo com o influenciador, o mandatário alvinegro cita que teria conseguido um contrato para pagar R$ 45 mil, mas alega que o presidente do Conselho pediu para “manter o outro lá”, pagando R$ 80 mil.
Conforme relatado pelo criador de conteúdo, Stabile também acusa Tuma de ter interferido nos valores que o camarote Brahma paga ao Corinthians pelo espaço exclusivo na Neo Química Arena. O mandatário do Timão teria dito que renegociou o montante recebido para R$ 4,5 milhões, mas que o presidente do Conselho teria entrado na jogada e pedido para que o valor fosse mantido em R$ 2 milhões.
No processo, Tuma alega que tais acusações são “ofensivas” contra sua “honradez e imagem pública”, pois insinuam que presidente do CD estaria levando vantagem própria ao pedir pela manutenção dos dois acordos. No entendimento do presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, ele estaria sendo alvo de calúnia e difamação por parte de Stabile.
O presidente do CD também citou a reunião agendada unilateralmente por Stabile, cujo objetivo é votar o afastamento de Romeu do cargo. Na visão dele, tal edital é irregular e afronta o Artigo 82, inciso II, alinea b do Estatuto Social do clube. “Sem adentrar ao mérito das ilegalidades contidas no referido edital, que além de usurpar as funções da Comissão de Ética, afronta o Estatuto e, principalmente à Constituição da República”, escreveu em trecho do documento.
Tuma dz que as acusações surgiram em meio a um cenário de “ruptura institucional” e “iminente teste de popularidade”. Diante da situação, Romeu Tuma Júnior solicitou que Stabile preste os devidos esclarecimentos e prove as acusações feitas contra ele.
O desentendimento entre Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile ganhou força em reunião para votação da reforma do Estatuto Social, que terminou em bate-boca no Parque São Jorge, no último dia 9 de março.
Dias depois da confusão, Stabile protocolou um pedido de afastamento cautelar de Romeu Tuma Júnior na Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo do Corinthians, com base nos Artigos 27, 28 e 30 do estatuto alvinegro.
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Já na última quarta-feira, o presidente do Corinthians, sem ter feito contato com o Conselho Deliberativo, convocou uma reunião extraordinária do CD com o intuito de votar o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior, tomando como base o Artigo 112, item 6, do Estatuto Social do Timão.
Romeu Tuma Júnior recebeu com “indignação” a reunião extraordinária do CD convocada por Stabile. Em contato com a Gazeta Esportiva, o presidente do órgão reiterou que não foi comunicado sobre a convocação e classificou o ato de Stabile como uma “manobra golpista”. Ele também falou em “estratégia deliberada” para obstruir o avanço do projeto de reforma do Estatuto do Corinthians.
Tal reunião ainda pode ser incluída ao inquérito que apura a necessidade de uma possível intervenção judicial no clube do Parque São Jorge, instaurado em dezembro do ano passado. O entendimento do promotor Cássio Roberto Conserino, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), aponta que os “possíveis atos administrativos irregulares” caminham “na mesma direção de uma eventual intervenção judicial”.
Tuma e Pantaleão também não reconheceram o ato em ofício enviado aos conselheiros. Ambos entendem que entendem que a reunião não tem validade sob a alegação de que a medida carece de regularidade formal, uma vez que a convocação foi feita por “autoridade desprovida de competência para a prática”. O pleito marcado por Stabile ainda foi vista como uma “afronta à sistemática estatutária que rege o funcionamento” do CD.
A Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo do Corinthians também se posicionou contra a reunião agendada por Stabile. O órgão se manifestou por meio de ofício, citou o risco de uma possível intervenção judicial e recomendou o cancelamento do pleito.









































