Esporte News Mundo
·11 de agosto de 2026
UEFA, AFC e Concacaf têm alto número de votos contra Infantino para eleição da Fifa; entenda

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·11 de agosto de 2026

A UEFA, a AFC e a Concacaf formaram um bloco de oposição ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para a próxima eleição da entidade, prevista para março de 2027, no Marrocos. Juntas, as três confederações somam 136 dos 211 votos disponíveis no Congresso da Fifa, número superior aos 106 necessários para eleger um novo presidente.
Apesar da força do grupo, a eleição não está definida. As associações-membros têm direito a um voto cada, e há países da Ásia e da Concacaf que já manifestaram apoio a Infantino. O voto no pleito será secreto.
A UEFA, que conta com 55 associações, aparece como o bloco mais coeso entre os opositores. Na AFC e na Concacaf, porém, existem divisões. O México, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, declarou apoio a Infantino, assim como o Catar. Outros países do Oriente Médio também são considerados próximos do atual presidente da Fifa.
Na Ásia, a Jordânia aparece como uma das principais exceções. O presidente da federação do país, o príncipe Ali bin Al Hussein, é um crítico frequente da gestão de Infantino.
A AFC foi uma das três confederações que declararam apoio à candidatura de Infantino à reeleição em abril. No entanto, a crise envolvendo o plano de criação de uma empresa da Fifa com participação de capital privado, que reuniria direitos comerciais e de competições da entidade, provocou um afastamento entre as partes.
Do outro lado, Conmebol e CAF permanecem alinhadas a Infantino. As duas confederações representam 64 votos no Congresso da Fifa. A OFC, que reúne as associações da Oceania e possui 11 votos, ainda não definiu seu posicionamento.
O processo eleitoral começa em 19 de novembro, quando termina o prazo para inscrição das candidaturas. Para concorrer à presidência, cada candidato precisa receber o apoio formal de pelo menos quatro associações-membros.
A eleição está prevista para acontecer durante o próximo Congresso da Fifa, em Rabat, no Marrocos, em março de 2027. Até o momento, Infantino é o único candidato declarado e busca seu terceiro mandato à frente da entidade. De acordo com o estatuto da Fifa, este seria seu último período no cargo.
Um dos nomes apontados como possível adversário de Infantino é o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf e um dos signatários da carta conjunta divulgada pelas três confederações.
O documento não cita Infantino nominalmente nem pede sua saída imediata. As entidades, porém, criticam a condução do processo para criação da subsidiária da Fifa, projeto que acabou sendo abandonado.
“A força do futebol sempre foi a sua união. Apelamos para que essa união seja honrada agora, para uma liderança que sirva o futebol, e não que busque controlá-lo”, afirmaram as três confederações.
Na semana passada, a Conmebol publicou uma nota criticando os movimentos de oposição a Infantino. A entidade classificou as ações como uma possível tentativa de golpe e demonstrou preocupação com medidas tomadas de forma unilateral, sem diálogo ou utilização dos mecanismos institucionais da Fifa.
Segundo veículos estrangeiros, a UEFA teria tentado reunir assinaturas para convocar um Congresso Extraordinário com o objetivo de votar a destituição de Infantino. A iniciativa, porém, não avançou até o momento.
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