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Ian Chicharo Gastim·24 de abril de 2026
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Ian Chicharo Gastim·24 de abril de 2026
A Uefa anunciou, nesta sexta-feira (24), a sua decisão sobre os incidentes ocorridos no confronto entre Benfica e Real Madrid, disputado no dia 17 de fevereiro, pela Champions League.
A entidade máxima do futebol europeu aplicou uma sanção de seis jogos ao atacante argentino Gianluca Prestianni por "possível conduta discriminatória" direcionada ao brasileiro Vinícius Júnior.
De acordo com o comunicado oficial, o jogador foi punido por homofobia, e não por racismo.
O Comitê de Controle, Ética e Disciplina (CEDB) impôs que três desses jogos de punição devem ser cumpridos de forma imediata, e já englobam a suspensão provisória que o argentino cumpriu no dia 25 de fevereiro, na partida de volta do confronto.
Os três jogos restantes ficam suspensos e sujeitos a um período de liberdade condicional de dois anos.
A suspensão de Prestianni, no entanto, pode não se limitar apenas às competições europeias.
A Uefa solicitou formalmente à Fifa que a punição seja estendida a nível global.
Caso o pedido seja acatado, a inabilitação impedirá o jogador de participar também das partidas da Liga Portuguesa e também da Copa do Mundo.
Relembre o caso
Durante o jogo de ida da repescagem da Champions League, disputado no Estádio da Luz, Vini Jr. foi o protagonista absoluto da vitória do Real Madrid, marcada pela acusação de racismo.
O estopim da confusão ocorreu aos cinco minutos do segundo tempo, quando o brasileiro marcou um golaço e comemorou com uma dança.
A atitude gerou vaias intensas da torcida do Benfica, rendeu um cartão amarelo ao atacante e causou um princípio de desentendimento com os jogadores adversários.
Durante o bate-boca no gramado, o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, cobriu a boca com a camisa e discutiu com Vini.
Imediatamente, o jogador do Real Madrid procurou o árbitro para denunciar que havia sido chamado de "macaco" pelo adversário.
Diante da grave acusação, o árbitro acionou o protocolo antirracismo e a partida ficou paralisada por cerca de seis minutos.
No entanto, como Prestianni estava com o rosto parcialmente coberto na hora da ofensa, não foi possível comprovar o insulto de imediato para uma punição em campo, e o jogo precisou ser retomado.
Após o reinício, Vini Jr. continuou sendo alvo de fortes vaias da torcida local a cada toque na bola, mas seguiu focado na partida.
Na reta final, o clima permaneceu tenso e o técnico do Benfica, José Mourinho, acabou expulso por reclamar acintosamente com a arbitragem, exigindo um segundo cartão amarelo para o brasileiro após uma falta.
Apesar de toda a confusão, o Real Madrid confirmou a vitória por 1 a 0 e construiu a vantagem do empate para o jogo de volta no Santiago Bernabéu.
Após a partida, o atacante Kylian Mbappé saiu em defesa de Vinícius Júnior após o ataque racista.
Confira o comunicado da Uefa na íntegra
Decisão do CEDB a respeito do jogador do SL Benfica, Gianluca Prestianni Partida: SL Benfica x Real Madrid CF, 17/02/2026, Liga dos Campeões da UEFA 2025/26
Após a investigação de um Inspetor de Ética e Disciplina da UEFA, um processo disciplinar foi aberto contra o jogador do SL Benfica, Gianluca Prestianni, por uma possível conduta discriminatória.
Decisão
O Comitê de Controle, Ética e Disciplina da UEFA (CEDB) decidiu suspender o jogador do SL Benfica, Gianluca Prestianni, por um total de seis partidas oficiais de clubes da UEFA e/ou de seleções nacionais para as quais ele estaria originalmente elegível para jogar, por conduta discriminatória (ou seja, homofóbica). A suspensão de três dessas partidas está sujeita a um período probatório de dois anos, a partir da data da presente decisão.
Esta punição total de seis jogos já inclui a suspensão provisória de uma partida cumprida pelo jogador durante o jogo da repescagem da Liga dos Campeões da UEFA 2025/26, disputado em 25 de fevereiro de 2026 entre Real Madrid CF e SL Benfica.
Por fim, o Comitê decidiu solicitar à FIFA que a suspensão mencionada acima seja estendida para o âmbito mundial.

Versão de Prestianni
Em meio ao caso, Gianluca Prestianni negou as acusações de racismo.
“O que mais me machucou foi ser acusado de algo que eu nunca fiz. Mas, quem me conhece sabe o tipo de pessoa que sou, e isso me deixa tranquilo”, declarou.
Sobre o que falou no momento da discussão, o atacante explicou que utilizou termos comuns no futebol argentino, como “covarde” ou “maricón”, mas voltou a negar qualquer insulto racista.
“Isso de ‘macaco’ nunca saiu da minha boca”, disse.

📸 PATRICIA DE MELO MOREIRA - AFP or licensors


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