Zerozero
·05 de fevereiro de 2026
«Um empresário falsificou a minha assinatura para um contrato com um clube de Israel»

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·05 de fevereiro de 2026

O '4 Cantos do Mundo' é um podcast do jornalista Diogo Matos que se uniu ao zerozero. O conceito é relativamente simples: entrevistas a jogadores/ex-jogadores portugueses que tenham passado por pelo menos quatro países no estrangeiro. Mais do que o lado desportivo, queremos conhecer também a vertente social/cultural destas experiências. Assim, para além de poder contar com uma entrevista nova nos canais do podcast nos dias 10 e 26 de cada mês, pode também ler excertos das conversas no nosso portal.
Atualmente no Athens Kallithea, Marco Paixão conta com várias experiências fora de portas no seu currículo. O avançado, de 41 anos, esteve no nosso podcast e falou sobre a sua passagem pelo campeonato cipriota e tudo o que aconteceu a partir daí.
«A minha passagem por Chipre foi maravilhosa. Estava lá com o Vítor Lima, com o Oliveira, com o Silas e com vários jogadores brasileiros. De resto, acontecia com bastante frequência- praticamente todas as semanas- eu ir para a praia com os brasileiros jogar futvolei. A liga era interessante e eu só queria ser feliz, isto depois de uma passagem menos positiva pelo Irão», vincou, indo mais longe:
«No Ethnikos Achnas apanhei um treinador que mudou a minha vida, isto para além de ter lido o 'Segredos da Mente Milionário', livro que mudou a minha cabeça e a minha carreira. Comecei a levar o futebol a sério e a melhorar vários aspetos. Na segunda fase da liga fiz 12 golos, pelo que, no final do campeonato, as equipas grandes queriam-me todas.»
Pese embora se tenha mudado para a liga polaca- mais competitiva- depois, Marco Paixão viveu um episódio inusitado no verão de 2012.
«Havia um empresário que me queria levar para Israel, então falsificou a minha assinatura no contrato com um clube. Aliás, eu tive de ir ao notário em Portugal preencher um documento que comprovava que não tinha assinado por esse clube. É algo mesmo 'hardcore', nunca tinha visto algo assim na minha vida. Quando cheguei à equipa polaca, disseram-me que foram contactados por uma equipa israelita que dizia que eu tinha contrato com eles. Mostraram-me a cópia do contrato com a minha assinatura e eu só pensei 'Não é possível'. Felizmente tudo se resolveu», rematou.








































