Um nulo <i>calculado</i> que serviu para chegar aos <i>oitavos</i>: o comportamento do SC Braga nos Países Baixos | OneFootball

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·30 de janeiro de 2026

Um nulo <i>calculado</i> que serviu para chegar aos <i>oitavos</i>: o comportamento do SC Braga nos Países Baixos

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Na última jornada do SC Braga da fase regular da Liga Europa, eis o primeiro jogo na prova sem direito a golos dos arsenalistas. Capazes de impor o seu poder de fogo sobre os restantes adversários durante uma caminhada na qual acaba por conseguir o acesso aos oitavos de final da competição, a equipa de Carlos Vicens demonstrou um perfil controlador, mas também conservador na hora de desenhar lances de perigo.

Uma faceta que ajuda a explicar o nulo registado nos Países Baixos. A precisar de vencer para ainda acalentar esperanças na passagem à próxima fase, o Go Ahead Eagles ainda fez suspeitar os mais céticos de que a missão dos arsenalistas seria bem mais árdua de ser concluída com sucesso; contudo, a turma neerlandesa depressa perdeu o gás e não conseguiu mais do que algumas boas aproximações, fruto das poucas situações onde foi capaz de condicionar a saída a jogar de Lagarbielke, Arrey-Mbi e companhia.


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Gestão sobrepôs-se à arte de causar mossa

De resto, o central alemão esteve imperial na leitura de jogo e no auxílio a Leonardo Lelo, ala dos minhotos que se demonstrou bem mais comedido na hora de prestar apoio ofensivo à sua equipa. Um comportamento que pareceu estratégia do técnico espanhol para garantir o equilíbrio da linha mais recuada, já que, no flanco oposto, Victor Gómez foi bem mais expedito nas subidas que protagonizou com Rodrigo Zalazar por perto.

No centro do terreno, Grillitsch e Gorby foram capazes de ajustar da melhor forma a coordenação espacial com o setor recuado da equipa, depois de uma reta inicial onde o Go Ahead Eagles surgiu com algum à vontade no espaço concedido pela dupla. 

Já sem a qualidade de saída de Vítor Carvalho a partir do eixo defensivo, o duo franco-austríaco foi perito na manutenção e circulação da posse de bola, pecando na hora de ajudar Zalazar e Ricardo Horta a transportar o jogo para situações que potenciassem eventuais fragilidades defensivas a uma equipa anfitriã que, verdade seja dita, também preferiu a segurança ao risco.

Já no apoio a Fran Navarro, os internacionais pelo Uruguai e Portugal não se exibiram como tem sido hábito, tendo faltado mais velocidade nos movimentos com bola ao capitão do SC Braga. Zalazar, por seu lado, mostrou-se algo errático nos movimentos de rotura sobre a direita. Curiosamente, uma das melhores situações em todo o jogo até surgiu dos pés do camisola 10 dos bracarenses, mas pelo lado oposto.

Já nas cinco mexidas efetuadas por Vicens desde o início da segunda parte, importa destacar o papel de Diego Rodrigues e Pau Víctor para o ressurgimento de alguma chama no terço atacante do conjunto minhoto. O médio luso conseguiu conferir a verticalidade e velocidade de execução que faltou a Zalazar, ao passo que Pau Víctor trouxe outro tipo de problemas a Kramer e Giovanni van Zwam no espaço curto que foi encontrando dentro da área neerlandesa.

Teve nos pés a derradeira ocasião para fazer mexer o marcador, mas, mesmo sem concretizar, o último objetivo do SC Braga nesta fase regular foi atingido com sucesso, ainda que sem o maior dos brilhantismos.

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