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·04 de julho de 2026
Unai Simón: «Ronaldo não é o mesmo de há uns anos, mas é letal dentro da área»

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Portugal e Espanha defrontam-se na próxima segunda-feira, nos oitavos de final do Campeonato do Mundo. Na antevisão do encontro, Unai Simón foi o elemento da Roja escolhido para falar aos jornalistas, admitindo que o capitão português, Cristiano Ronaldo, já não está no pico da sua carreira, mas que continua a ser um jogador muito perigoso.
«Temos que nos concentrar no nosso jogo, sem esquecer que Portugal venceu-nos na Liga das Nações. Sabemos que temos de fazer um grande jogo, sem lapsos de concentração, e estar perto do nível que todos desejamos. É melhor enfrentar Portugal depois do jogo contra a Áustria do que ter avançado de qualquer outra forma», começou por dizer o guardião espanhol.
«Os adversários vão melhorar, mas estamos numa boa sequência. Vai ser um jogo mais competitivo. O grupo é semelhante, então Portugal irá jogar num estilo ao da final da Liga das Nações. Temos de corrigir os erros desse jogo e tentar ser mais fluidos. A chave pode ser não sofrer golos.»
O guarda-redes do Athletic Bibao abordou também o tema Ronaldo, não esquecendo que, apesar dos 41 anos, continua a ser um jogador que a Espanha tem que ter em conta.
«Ronaldo não é o mesmo de há uns anos, mas temos de mantê-lo longe da área. Já o mostrou na final da Liga das Nações. O que Ronaldo tem a seu favor agora é que é letal dentro da área. Cria muitas oportunidades sozinho. Não sei como controlá-lo. Temos de estar preparados para tudo e mantê-lo o mais longe possível da área.»
Simón comentou ainda as críticas atribuídas à seleção espanhola após o empate com Cabo Verde, tal como a Lamine Yamal por uma alegada falta de compromisso defensivo.
«Vocês têm a vossa opinião e nós temos a nossa. Devemos respeitar todas as opiniões. Cabo Verde sabia muito bem o que estava a fazer e provou-o contra a Argentina.»
«Não temos de convencer o Lamine. Vocês têm uma imagem diferente da nossa. Ele é decisivo no ataque e ajuda-nos muito na defesa. Está ansioso para provar o seu valor», garantiu, antes de abordar o registo defensivo da equipa, que ainda não ter sofrido qualquer golo na competição.
«Espero que possamos manter este ritmo até à final, mas cada jogo tem uma história diferente. E espero que, se eles rematarem e marcarem três golos, nós marquemos quatro. Enquanto as pessoas estiverem a falar bem de nós, isso não nos afeta. Temos o melhor trio de guarda-redes do Mundial e qualquer um deles estaria bem contra Portugal», concluiu.
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