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·24 de setembro de 2026
Única derrota do Brasil para Austrália decretou demissão de Émerson Leão e chegada de Felipão

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Depois da campanha frustrante e eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 para a Noruega, a seleção brasileira volta a atuar nesta sexta-feira, 25, quando enfrenta a Austrália. Esse é o primeiro de dois jogos seguidos contra o país da Oceânia e representa o pontapé inicial para o ciclo 2030. Há 25 anos, em 2001, a Austrália também foi a adversária que fez o Brasil reiniciar ciclos até o título mundial de 2002.
Ao todo, Brasil e Austrália já se enfrentaram em oito oportunidades, com seis vitórias brasileiras, um empate e somente uma vitória australiana. A derrota para os australianos foi em 9 de junho de 2001, na decisão de terceiro lugar da Copa das Confederações. O placar foi 1 a 0, no que foi o único gol já sofrido pelo Brasil no confronto.
Aquela derrota foi significativa para um Brasil que estava longe dos seus melhores momentos e que fez uma Copa das Confederações sofrida. Um ano depois, o elenco campeão do mundo seria quase completamente diferente do que atuaram na competição. A seleção brasileira avançou na primeira fase ao vencer Camarões e empatar sem gols com Japão e Canadá. Na semifinal sofreu 2 a 1 para a França (em reencontro pós final de 1998) e depois perdeu para a Austrália.
Naquela Copa das Confederações, o Brasil tinha um time completamente diferente do que seria campeão do mundo um ano depois. Craques como Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho não estavam no grupo. O ataque naquele jogo, por exemplo, foi formado por Washington, então destaque da Ponte Preta, e Magno Alves, então no Fluminense.
Acontece que desde sempre esse time foi considerado alternativo, já que jogadores consolidados na Europa, como Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos, não foram liberados por seus clubes no futebol europeu para a disputa da competição. Além disso, o técnico Emerson Leão optou por utilizar o torneio para testar atletas que atuavam no futebol brasileiro ou de destaque menor no exterior.
Mesmo com esse cenário de time alternativo, a derrota para a Austrália significou o fim da linha do trabalho de Emerson Leão como treinador da seleção brasileira após apenas duas vitórias em nove jogos. Menos de um mês depois, em 1º de julho, Luis Felipe Scolari, o Felipão, estreou no comando da Amarelinha. Na estreia, uma base do que seria o time campeão mundial com: Marcos, Cafu, Roque Junior, Roberto Carlos e Rivaldo entre os titulares. Romário também foi convocado.
Felipão sofreu derrotas para Uruguai e México nos seus primeiros jogos pela seleção, que chegou a uma nada comum marca de seis jogos consecutivos sem vencer. O trabalho ainda sofreu em 2001 com queda na Copa América para Honduras nas quartas de final. Novamente as grandes referências da equipe ficaram fora da competição e em campo havia um time bastante desfigurado e cheio de testes.
Ainda assim, Felipão conseguiu terminar o ano com o terceiro lugar nas Eliminatórias e a vaga para a Copa do Mundo 2002. O resto é história.
Carlo Ancelotti comanda a seleção brasileira nesta super data-Fifa como início do novo ciclo visando a Copa do Mundo de 2030. Serão dois amistosos contra a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, em Brisbane e Townsville. Em seguida, o adversário será a Índia, em 3 de outubro, na cidade de Calcutá.
A história mostra, como em 2002 ou mais recentemente na quase imbatível "Era Tite", que no fim o que importa não é como o ciclo começa, e sim como termina. Mas depois da decepção contra a Noruega, há uma expectativa por renovação que traga de volta esperanças para o hexa.







































