Território MLS
·12 de fevereiro de 2026
Uniformes da MLS 2026: identidade, ousadia e histórias que vestem o jogo

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·12 de fevereiro de 2026

A temporada 2026 da MLS chega acompanhada de algo que sempre movimenta torcedores e mercado: os novos uniformes. Mais do que estética, as camisas desta edição apostam em conceito, identidade cultural e conexões históricas. Algumas escolhas dividem opiniões. Outras já nascem clássicas. A seguir, um raio-X dos lançamentos que mais chamam atenção na liga.
O Colorado Rapids fugiu do padrão ao transformar o uniforme principal em um modelo predominantemente preto. A mudança poderia soar genérica, mas os detalhes salvam — e elevam — o conjunto.
Os acabamentos multicoloridos criam contraste moderno. As listras bordô nos ombros reforçam a identidade do clube, enquanto os toques em azul-celeste quebram a sobriedade do preto absoluto.
É um kit que assume risco alto. Para muitos, pode não funcionar como camisa titular. Ainda assim, dentro da proposta “Colorful Colorado”, o resultado final se destaca entre os mais criativos da MLS 2026.
Poucos eventos moldaram tanto Atlanta quanto as Olimpíadas de 1996. Três décadas depois, o clube transformou a memória em uniforme — e fez isso com personalidade.
O “Spirit of ‘96” bebe direto na identidade visual olímpica. A paleta de cores resgata o clima do evento, enquanto o emblema inspirado na medalha de ouro funciona como ponto focal da camisa.
O resultado é mais que comemorativo. É simbólico. Entre os uniformes reservas já lançados pelo Atlanta United, este surge como forte candidato a melhor da história do clube.
O San Jose Earthquakes entrou no campo da música para criar um dos kits mais comentados do ano.
Inspirado no Grateful Dead, o “Dead Kit” traz o tie-dye como protagonista. O visual psicodélico foge completamente do padrão esportivo tradicional — e justamente por isso chama tanta atenção.
O impacto emocional aumenta com a homenagem após o falecimento de Bob Weir, membro fundador da banda. Não é apenas merchandising. É tributo cultural incorporado ao futebol.
Pouca gente associava Tina Turner a St. Louis. O clube aproveitou essa conexão pouco explorada para lançar um uniforme histórico.
A camisa aposta em textura dourada — escolha arriscada que poderia soar exagerada. Não soou. A execução refinada mantém o equilíbrio visual.
Detalhes como assinatura e imagem estilizada da artista transformam o kit em peça única dentro da MLS. Mais que uniforme, é item de coleção.
O LAFC entende algo fundamental no futebol moderno: identidade visual consistente vale tanto quanto resultado em campo.
O uniforme principal de 2026 retoma o estilo Art Déco já associado ao clube. A base lembra a camisa “5 Years Strong” de 2022, mas surge com ajustes sutis de padrão e acabamento.
Não há reinvenção radical — e nem precisava. O LAFC consolida uma assinatura estética imediatamente reconhecível na liga.
Quando Lionel Messi veste uma camisa, ela automaticamente ganha alcance global. O Inter Miami sabe disso e trabalha sua identidade com cuidado.
O uniforme “Presagio” mantém o rosa como eixo central, mas adiciona gola — detalhe que divide opiniões, embora traga um ar mais tradicional ao conjunto.
A estratégia é clara: fortalecer marca própria enquanto aproveita a vitrine mundial do camisa 10 argentino.
O Revolution transformou o uniforme em homenagem direta ao 250º aniversário dos Estados Unidos.
O “Independence Kit” usa referências históricas da Nova Inglaterra sem exagero simbólico. A conexão regional aparece de forma orgânica, não forçada.
Além do conceito, a execução estética funciona. É uma camisa bonita, equilibrada e carregada de significado.
Nem toda inovação precisa ser radical. O Charlotte FC seguiu a lógica do “time que está ganhando não se mexe”.
O “Carolina Kit: Crowns Up” mantém a base cromática já consolidada do clube. O diferencial aparece no acabamento com temática de realeza, reforçando o símbolo da coroa presente na identidade da franquia.
Resultado: continuidade visual com evolução pontual.
Clube mais novo da lista, o San Diego FC optou por começar com propósito claro.
O “Unprecedented Unity Kit”, criado pelo artista local Pigmento, celebra a conexão cultural entre San Diego e Tijuana. A camisa traduz fronteira como ponte, não como divisão.
Pode até ter nome complicado, mas o conceito é direto — e forte.
Nem todo uniforme precisa de narrativa profunda. O Vancouver Whitecaps prova isso.
A “Coastal Jersey” não carrega grande campanha histórica. Seu trunfo está no visual limpo e elegante, inspirado na geografia costeira da região.
Funciona dentro e fora de campo. Simples, bonito e eficiente — às vezes é só disso que um kit precisa.
Alguns padrões ficam claros nesta safra:








































