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·28 de agosto de 2026
Vaga na semifinal dobra o que o Palmeiras já faturou na Copa do Brasil

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·28 de agosto de 2026

O 3 a 0 sobre o Santos, no Nubank Parque, deixou o Palmeiras perto da semifinal da Copa do Brasil — e diante da fase mais bem paga da competição até aqui. A cota que a CBF reserva a quem chega entre os quatro melhores é de R$ 9 milhões, exatamente o mesmo montante que o Verdão acumulou somando todas as fases já disputadas em 2026.
A definição fica para a próxima quarta-feira, 2 de setembro, às 21h30, na Vila Belmiro. Pela vantagem construída na ida, o time de Abel Ferreira avança até se perder por dois gols de diferença.
Como clube envolvido na Libertadores, o Palmeiras entrou na competição direto na quinta fase, quando eliminou o Jacuipense. De lá para cá, foram três travessias e três cotas: R$ 2 milhões pela quinta fase, R$ 3 milhões pelas oitavas e R$ 4 milhões pelas quartas. Somados, R$ 9 milhões pagos pela CBF antes mesmo de a vaga na semifinal estar definida.
O salto entre as quartas e a semifinal é o mais acentuado do regulamento: a cota mais que dobra de uma fase para a outra. É por isso que a partida na Vila Belmiro tem peso financeiro maior do que qualquer outra já disputada pelo clube na competição nesta temporada.
Pela primeira vez, a Copa do Brasil será decidida em partida única, marcada para 6 de dezembro. O campeão recebe R$ 78 milhões e o vice, R$ 34 milhões — as duas maiores cotas individuais do calendário brasileiro. No total, a CBF distribui cerca de R$ 500 milhões na edição de 2026.
O torneio se soma a uma temporada em que o Palmeiras já vinha engordando a receita esportiva: a classificação às quartas da Libertadores também rendeu milhões vindos da Conmebol. O detalhamento de quanto o clube fatura, deve e gasta está reunido na página de finanças do Palmeiras.
Na ida, Flaco López marcou duas vezes — a primeira num chute de fora da área, a segunda de cabeça, após cruzamento de Agustín Giay — e Andreas Pereira fez o terceiro ainda no primeiro tempo. O argentino dedicou boa parte da entrevista ao companheiro que deu a assistência.
O histórico geral reforça o favoritismo — o Santos é o adversário que mais perdeu para o Palmeiras, com 156 derrotas em 358 clássicos —, mas o recorte de visitante é o único em que o Alviverde fica atrás: 63 vitórias contra 67 derrotas em 173 jogos. É exatamente o cenário da Vila Belmiro. Antes da volta, o Verdão ainda visita o Mirassol no domingo, pela 25ª rodada do Brasileirão.
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