Jogada10
·03 de outubro de 2026
Vai precisar? Os candidatos à venda no Flamengo

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·03 de outubro de 2026

A proibição das bets no Brasil pode gerar um efeito importante na maioria dos clubes do país. O Flamengo, mesmo com uma receita acima de R$ 2 bilhões em 2025, não está imune às possíveis mudanças. Em caso de necessidade de ampliar suas receitas, poderia recorrer, então, a seus ativos.
Isso se dá pela possível ruptura do contrato com sua patrocinadora máster, uma das maiores casas de apostas do mundo. Atualmente, empresa e clube mantêm em stand-by o vínculo, aguardando uma definição jurídica sobre a MP (Medida Provisória) do Governo, que restringiu a atuação das bets no Brasil.

Flamengo ainda deve parcelas por Paquetá (em foco) e Samuel Lino – Foto: Adriano Fontes / Flamengo
A estratégia foi abordada pelo próprio diretor do clube, José Boto, em entrevista recente. O português, afinal, não escondeu a necessidade de venda para caso os valores do patrocinador não caiam mais na conta. O Flamengo é o clube que mais recebe de seu principal parceiro: R$ 268 milhões anuais. A perda desse valor para 2026 faz a diretoria ligar um alerta, já que, por mais que a receita flamenguista seja expressiva (média de R$ 1,59 bi nos últimos três anos), a despesa também é: média de R$ 941 milhões no mesmo recorte, de acordo com os balanços divulgados.
Caso haja uma queda brusca em sua fonte de receita, o Flamengo tem um “selo anticrise” que é composto exatamente por seu elenco. Afinal, detém o plantel mais valioso da América do Sul, com direito a dez jogadores acima de 10 milhões de euros (R$ 58,7 milhões no câmbio atual) segundo o site “Transfermarkt”. Três deles, aliás, valem acima dos 20 milhões de euros, o que equivale a R$ 117,4 mi atualmente.
São eles Pedro (22 milhões de euros), Samuel Lino (20 milhões) e Lucas Paquetá (27), o mais caro de todos. Um dos grandes problemas para 2027 diz respeito ao próprio camisa 11. Contratado por 42 milhões de euros (R$ 252 milhões), o Rubro-Negro ainda tem metade deste valor a pagar ao West Ham (ING). Para evitar um “rombo”, poderia aproveitar que o jogador tem mercado em diversos continentes e vendê-lo, “repassando” as parcelas faltantes ao hipotético clube comprador.

Samuel Lino (esq.) desandou a fazer gol pelo Flamengo – Foto: Adriano Fontes / Flamengo
Já Samuel Lino, um dos principais jogadores do time na temporada, pode sair ainda mais caro, já que, ainda que tenha valor inferior no site, é três anos mais novo e vive melhor momento. O Flamengo ainda precisa pagar parcelas pelo craque, oriundo do Atlético de Madrid (ESP).
Plata, que chegou a ser negociado com o Dínamo de Moscou (RUS), e Evertton Araújo, monitorado por grandes europeus, são outras opções. O equatoriano sairia por 10 milhões de euros (R$ 58,7 milhões). O volante de 23 anos, por sua vez, pode render 14 milhões de euros (R$ 82,2 milhões). A soma de ambos gera R$ 140,9 milhões, valor que não seria suficiente para “substituir” o patrocinador atual, mas que contribuiria para sanar uma possível crise financeira.
• Vitão e Rossi – 10 milhões de euros (R$ 58,7 mi) • Léo Ortiz e Léo Pereira – 12 milhões de euros (R$ 70,4 mi) • Evertton Araújo e de Arrascaeta – 14 milhões de euros (R$ 82,2 mi) • Carrascal – 15 milhões de euros (R$ 88 mi) • Samuel Lino – 20 milhões de euros (R$ 117,4 mi) • Pedro – 22 milhões de euros (R$ 129,1 mi) • Lucas Paquetá – 27 milhões de euros (R$ 158,5 mi)
* Valores retirados do site “Transfermarkt”
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