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·16 de julho de 2026

Valentini, novo reforço do Grêmio: ex-joia feroz do Boca que não conseguiu afirmação na Itália

Imagem do artigo:Valentini, novo reforço do Grêmio: ex-joia feroz do Boca que não conseguiu afirmação na Itália

Jovem feroz no Boca Juniors, desprezado pela Fiorentina e rebaixado no Campeonato Italiano, Nicolás Valentini volta para a América do Sul buscando alavancar sua carreira. E viu no Grêmio de Luís Castro, que buscava um zagueiro canhoto para suprir a saída de Viery, uma boa opção.

Aos 25 anos, o defensor volta para explorar um território ainda inédito para si: o Brasil. E, em busca de voltar aos melhores dias de sua carreira após um tempo tumultuado na Itália, o argentino traz agressividade na marcação, força na bola aérea e disciplina tática, mas algumas lesões e seu temperamento podem ser problemas.


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Promessa que deixou o Boca pela "porta dos fundos"

Quando surgiu no Boca Juniors, Nicolás Valentini rapidamente deu indícios que viria para ficar. O zagueiro canhoto de 1,85m de altura fez sua estreia profissional em 2021, em uma partida do Campeonato Argentino contra o Patronato, um triunfo por 1 a 0. 

Dali em diante, Nicolás começou a pegar rodagem, treinando no elenco de cima e viajando para as partidas junto do restante do grupo, mas jogando poucas vezes. Foi necessário um empréstimo ao Aldosivi, na temporada posterior, para que o zagueiro enfim se desenvolvesse.

Após 39 partidas em um ano, Valentini retornou a La Bombonera enfim para ficar. Mostrou mais obediência tática, assertividade na marcação e alguma experiência, mas seguiu mostrando a agressividade de sempre. Jogava com o coração, realmente se doando em cada bola.

Fez, por muito tempo, parte da seleção de base da Argentina e chamou a atenção de Lionel Scaloni no começo de 2024, enquanto no profissional do Boca seguia se destacando. Valentini foi titular do clube em 2023, ano em que os Xeneizes chegaram à decisão da Libertadores e foram vice-campeões contra o Fluminense.

Era uma jovem promessa em ascensão, que já chamava a atenção do mercado externo: Olympiacos, Internazionale, Lazio, Fiorentina e até mesmo o Palmeiras mantiveram os olhos no defensor. Com o contrato chegando ao fim, Valentini não se entendeu com o Boca e, apesar da vontade de permanecer, deixou a equipe sem custos de forma melancólica, sob vaias da torcida e insatisfação geral. Saiu do Boca, pela porta dos fundos, para jogar na Itália.

Passagem na Itália não acaba como o esperado

Livre de contrato no mercado, Valentini acertou com a Fiorentina, mas nunca conseguiu encantar por lá. Não à toa que sequer chegou a jogar pela Viola e foi emprestado para o Hellas Verona duas vezes. Primeiro por seis meses, até o fim da temporada 24/25, quando foi crucial na permanência da equipe na elite, depois por um ano, até o fim de 25/26, mas o fim da história já não foi tão feliz.

Fato é que, em Verona, o argentino ainda não foi aquele jogador confiante que foi em Buenos Aires, muito por problemas físicos, é verdade. Foram 22 jogos na última temporada, a única completa no clube, mas foram 13 partidas perdidas por lesão. Quando eteve em campo, mostrou valências defensivas, mas não resolveu os problemas do clube, que acabou rebaixado com três rodadas de antecedência e uma campanha esquecível.

A ânsia de ajudar o clube, no entanto, se transformou, em alguns casos, em problemas. Valentini conseguiu manter uma sequência de jogos na reta final da temporada, perdendo apenas dois dos nove confrontos finais, mas a agressividade falou alto demais: foram sete cartões amarelos nessa sequência, e dois contra a Roma, no último jogo.

Dentro de campo, foi mais regular do que na primeira temporada, mantendo a valentia na marcação, a potência nas disputas aéreas e até certa tranquilidade na saída pelo lado esquerdo, com direito a inversões de jogo e precisão nos passes. Foi um dos menos problemáticos em meio à péssima campanha do Verona na Serie A: foram 21 pontos feitos em 38 jogos e um rebaixamento que encerrou o casamento, com Porto Alegre prometendo um recomeço.

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