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·04 de março de 2026
Valores de Alisson do SPFC, perto do Fluminense

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Valores de Alisson do SPFC, perto do Fluminense
O mercado da bola em março de 2026 trouxe uma movimentação estratégica para o Fluminense: a formalização de uma oferta pelo volante Alisson, do São Paulo. No entanto, o que parece ser apenas uma transferência de rotina esconde um fator determinante nos bastidores: a relação de profunda confiança entre o atleta e o técnico Luis Zubeldía, atual comandante do Tricolor das Laranjeiras e antigo mentor de Alisson no MorumBIS.
O Fluminense apresentou uma oferta de empréstimo até o fim da temporada de 2026. Em termos financeiros, o clube carioca propõe arcar com 100% dos salários do jogador, embora a proposta de compensação financeira seja considerada inferior àquela apresentada anteriormente pelo Corinthians (que girava em torno de R$ 1,5 milhão pelo empréstimo). O diferencial do Fluminense, porém, é o “fator humano” e a garantia de aproveitamento técnico imediato.
O contrato conteria uma cláusula de opção de compra avaliada em 2,5 milhões de euros (cerca de R$ 15,3 mi) e obrigação com metas batidas de um montante de 25 jogos. Para enfrentar o SPFC, R$ 2 milhões por jogo. O time carioca arcaria com ao menos R$ 7,3 milhões dos custos do atleta.
A diretoria carioca busca Alisson como uma reposição necessária após a saída de Lima para o futebol mexicano. Para Zubeldía, o volante não é apenas uma peça de reposição, mas um pilar tático que ele conhece como poucos.
A conexão entre os dois atingiu o ápice em 2024, quando Zubeldía assumiu o São Paulo. Sob o comando do argentino, Alisson viveu talvez o melhor momento de sua carreira como volante pós Dorival. Originalmente um ponta, Alisson foi transformado em um meio-campista central incansável, unindo a combatividade defensiva com a qualidade na saída de bola — características que o tornaram “intocável” no esquema de Zubeldía.
Naquela temporada, Alisson era o motor do time. O treinador argentino frequentemente elogiava a inteligência tática do jogador, chamando-o de “atleta de equipe” pela sua capacidade de cobrir espaços e conectar os setores. O entrosamento era tamanho que a grave lesão sofrida por Alisson no meio de 2024 foi apontada como um dos principais motivos para a queda de rendimento do São Paulo naquele período.
Desde que Zubeldía assumiu o Fluminense em setembro de 2025, ele identificou a necessidade de um jogador com o perfil de Alisson: polivalente, experiente e, acima de tudo, conhecedor de sua metodologia de trabalho. Para o treinador, ter Alisson no elenco significa encurtar o tempo de adaptação tática do meio-campo.
Por outro lado, Alisson vê no Rio de Janeiro a chance de recomeçar. Após uma negociação frustrada com o Corinthians no início de 2026, o clima para o jogador no MorumBIS tornou-se pesado. A torcida e parte da diretoria viram com ressalvas o seu desejo inicial de sair, e o volante perdeu espaço no elenco agora comandado por Hernán Crespo.
No Fluminense, Alisson deve atuar ao lado de Martinelli ou Bernal, oferecendo a Zubeldía a “intensidade com bola” que o técnico tanto preza. Em 2026, com o calendário apertado e o Fluminense disputando as fases decisivas do Carioca e competições continentais, a chegada de um “homem de confiança” do treinador é vista como o reforço mais assertivo da janela.
A negociação caminha para um desfecho positivo. O São Paulo entende que manter um jogador caro, com olhar de repúdio da torcida e com alto salário não é produtivo, enquanto o Fluminense entrega a Zubeldía o seu “braço direito” dentro de campo. Se o passado no São Paulo servir de espelho, o torcedor tricolor pode esperar um Alisson onipresente, jogando com a segurança de quem sabe exatamente o que o chefe espera de cada passe.




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