Papo na Colina
·27 de janeiro de 2026
Vasco busca mercado para negociar 2 jogadores

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·27 de janeiro de 2026

O Vasco iniciou movimentações nos bastidores para possíveis ajustes no elenco. Segundo informação do jornalista Lucas Pedrosa, o clube tem buscado mercado para negociar Hugo Moura e Tchê Tchê, dois jogadores que vêm sendo alvos de questionamentos neste início de temporada. A avaliação envolve tanto aspectos técnicos quanto estratégicos, considerando desempenho recente, planejamento do futebol e a necessidade de reposição no elenco.
A situação dos dois atletas, no entanto, é tratada de forma distinta internamente. Enquanto Hugo Moura perdeu espaço junto à comissão técnica após oscilações e episódios de indisciplina ao longo de 2025, Tchê Tchê enfrenta forte pressão externa, principalmente da torcida, que cobra mais intensidade e eficiência em campo. O cenário reforça que, mesmo com bons resultados no Campeonato Carioca, o Vasco segue atento ao mercado e aberto a ajustes pontuais para a sequência da temporada.
Hugo Moura vive um momento delicado no Vasco. Apesar de ter atingido a marca simbólica de 100 partidas com a camisa cruz-maltina no início da temporada de 2026, o volante perdeu espaço e prestígio internamente. O jogador passou a ser visto como negociável pela comissão técnica e pelo departamento de futebol, que têm buscado mercado para uma possível saída ainda neste início de ano.
Contratado em 2024, Hugo se consolidou rapidamente em um setor carente do elenco e chegou a ser titular absoluto em diferentes momentos. Em 2025, inclusive, disputou 61 partidas, o maior número de jogos de sua carreira em uma única temporada. No entanto, a alta minutagem veio acompanhada de oscilações constantes, falhas em momentos decisivos e episódios de indisciplina que pesaram negativamente em sua avaliação interna.
Revelado pelo Flamengo, o camisa 25 alternou bons desempenhos com atuações abaixo do esperado. Em diversas oportunidades, acabou marcado por expulsões evitáveis, entradas displicentes e erros de leitura defensiva que deixaram o time exposto. Esses lances fizeram com que o volante passasse de solução a problema em parte da avaliação da torcida e do clube.
Mesmo sendo utilizado também de forma improvisada na zaga por Fernando Diniz, Hugo Moura não conseguiu transformar essa versatilidade em segurança defensiva. Com 3 gols e 7 assistências em quase dois anos no clube, o saldo ofensivo não compensou as falhas recorrentes no aspecto defensivo. Diante disso, o Vasco entende que existem opções mais qualificadas no mercado para a função e avalia propostas caso surjam oportunidades interessantes.

Hugo Moura em Botafogo x Vasco — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Se Hugo Moura enfrenta questionamentos internos, Tchê Tchê vive um momento de forte pressão externa, especialmente por parte da torcida. Mesmo na vitória por 3 a 0 sobre o Boavista, em Bacaxá, o veterano foi um dos alvos principais das críticas, muito mais pelo desempenho individual do que pelo resultado coletivo.
Durante a partida, Tchê Tchê desperdiçou uma chance clara na pequena área ainda no primeiro tempo e, na etapa final, errou um passe no meio de campo que gerou um ataque perigoso do adversário. Os lances reacenderam um discurso recorrente nas arquibancadas e nas redes sociais: a suposta falta de intensidade e de “fome de vencer” do jogador.
As críticas foram duras e diretas. Torcedores questionaram a postura em campo, apontando indolência, lentidão nas decisões e pouca agressividade nos momentos decisivos. A percepção geral é de que, em jogos de maior exigência — como a estreia no Campeonato Brasileiro — erros desse tipo podem custar caro ao Vasco.
Internamente, o clube também monitora a situação do atleta. Embora tenha experiência e já tenha sido peça importante em outros momentos da carreira, Tchê Tchê não é tratado como inegociável. A diretoria analisa caso a caso os jogadores do banco de reservas, levando em conta reposições disponíveis, desempenho recente e impacto financeiro.
Assim, mesmo com vitórias no Campeonato Carioca, o cenário deixa claro que resultados positivos não apagam alertas individuais. Tanto Hugo Moura quanto Tchê Tchê simbolizam um Vasco em fase de transição: competitivo no curto prazo, mas ainda em busca de ajustes finos para elevar o nível do elenco ao longo da temporada.

Tche Tche, jogador do Vasco, durante partida contra o Botafogo, em São Januário, pelo Campeonato Carioca 2025 (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)
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