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·04 de setembro de 2026

Vasco pede o Maracanã de novo: qual vai ser a desculpa do Flamengo dessa vez?

Imagem do artigo:Vasco pede o Maracanã de novo: qual vai ser a desculpa do Flamengo dessa vez?

O Vasco vai solicitar novamente o Maracanã para mandar seu jogo contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa do Brasil. O clube fará o pedido formal ao consórcio Fla-Flu, responsável pela gestão do estádio, conforme informou o O Globo, em publicação do jornalista Diogo Dantas. As partidas estão previstas para os dias 1º e 8 de novembro, e os mandos de campo ainda serão definidos por sorteio.

A movimentação reacende um velho impasse — e coloca a decisão, mais uma vez, nas mãos dos rivais que administram o estádio.


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O precedente que ainda incomoda o Vasco

Não é a primeira vez que o Cruzmaltino tenta levar uma decisão de peso ao Maracanã e esbarra no consórcio. Nas quartas de final, contra o Vitória, o Vasco também quis mandar a partida no estádio, mas teve o pedido recusado — segundo o consórcio, por falta de prazo.

Na ocasião, o clube chegou a levar a disputa à Justiça, mas os argumentos de Flamengo e Fluminense prevaleceram: o consórcio sustentou a necessidade de antecedência mínima e a preservação do gramado, e a Justiça acatou. Resultado: o Vasco ficou sem o palco que queria justamente num mata-mata.

O que diz o acordo entre os clubes

A nova tentativa se apoia em um documento formal. O Memorando de Entendimentos firmado entre Vasco, Flamengo e Fluminense — com anuência da Fla-Flu Serviços — permite ao Cruzmaltino utilizar o Maracanã em até quatro jogos durante 2026, conforme disponibilidade e condições operacionais.

Há, porém, uma regra que pode voltar a ser decisiva: o acordo prevê que o pedido seja feito com pelo menos 15 dias de antecedência. Foi exatamente esse ponto que derrubou a solicitação anterior. Desta vez, com os jogos marcados para o começo de novembro, o Vasco tem margem de calendário para cumprir o prazo — e, com isso, tirar do consórcio o argumento que venceu da última vez.

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O que está em jogo agora

A diferença de contexto é enorme. Não se trata mais das quartas, e sim de uma vaga na final da Copa do Brasil, contra um adversário do porte do Palmeiras. Uma eventual nova recusa, agora sem a brecha do prazo, tende a repercutir muito mais forte — e a jogar luz sobre o quanto o Vasco, que não tem estádio próprio à altura para um jogo desse tamanho, depende da boa vontade de quem administra o Maracanã.

A bola, mais uma vez, está do lado de lá. Resta saber qual será a resposta do Fla-Flu — e se, desta vez, o “não” terá em que se apoiar.

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