Revista Colorada
·08 de setembro de 2026
Veja o elenco do Inter rebaixado 10 anos atrás

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Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Internacional foi rebaixado em 2016, terminando o Brasileirão em 17º com 43 pontos.
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O clube utilizou 40 atletas na temporada, entre elenco e reforços emergenciais.
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D’Alessandro não esteve no time por estar emprestado ao River Plate no início de 2016.
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Alisson, Vitinho e Jair se destacaram depois, alcançando grandes títulos em clubes posteriores.
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Danilo Fernandes, Marcelo Lomba, Paulão, Ceará e Rodrigo Dourado permaneceram para a reconstrução do clube.
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A falta de estabilidade, confiança e encaixe das peças impediu que o potencial do grupo se transformasse em resultados.
O Internacional vivenciou em 2016 seu rebaixamento mais dramático da história recente, terminando o Brasileirão na 17ª posição com 43 pontos conquistados em 11 vitórias, 10 empates e 17 derrotas. Quarenta atletas passaram pelo Beira-Rio naquela temporada de turbulência, entre jogadores já integrados ao elenco e reforços trazidos em tentativas desesperadas de reação.
D’Alessandro não compôs o grupo porque estava emprestado ao River Plate no início de 2016, privando o time de seu principal líder técnico e capitão. A ausência do camisa 10 representou um vácuo de experiência que marcou profundamente a campanha desastrosa.
Entre os goleiros escalados estava Alisson, que dividiria funções com Danilo Fernandes, Marcelo Lomba, Muriel e Jacsson. Na zaga, Paulão e Ernando encabeçavam uma defesa frágil, ao lado de Alan Costa, Leandro Almeida e Eduardo Bauermann.
As laterais tiveram circulação de Ceará, William, Geferson, Artur e Paulo Magalhães, alguns deles apontados como aqueles que melhor se comportaram individualmente apesar do fracasso coletivo.
O meio-campo reuniu um mosaico de perfis: desde veteranos experientes como Rodrigo Dourado até jovens em formação. E contratações emergenciais como Luis Manuel Seijas, Fernando Bob, Jair, Anderson, Alex, Valdívia, Andrigo, Nílton, Anselmo, Fabinho, Eduardo Henrique, Gustavo Ferrareis e Raphinha.
No ataque, Vitinho emergiu como principal esperança com oito gols no Brasileirão, dividindo espaço com Eduardo Sasha. E uma bateria de atacantes que nunca conseguiu estabilidade: Aylon, Nicolás López, Ariel Nahuelpán, Brenner, Alisson Farias, Bruno Baio, Diego Gonçalves, Marquinhos e Mike.
Após deixar Porto Alegre, alguns daqueles jogadores alcançaram auge que jamais teriam conseguido em 2016. Alisson se tornou um dos melhores goleiros da atualidade, conquistando Champions League e Premier League pelo Liverpool, enquanto Vitinho conquistou Libertadores e Brasileirão pelo Flamengo.
Jair trilhou caminho semelhante, vencendo Brasileirão, Copa do Brasil e Supercopa com um clube de Minas Gerais. Eduardo Sasha também se tornou bicampeão mineiro em 2021, tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil. Esses exemplos revelam que o grupo não carecia de qualidade técnica — faltavam estabilidade, confiança e o encaixe correto das peças no momento certo.
Nem todos partiram imediatamente, e Danilo Fernandes, Marcelo Lomba, Paulão, Ceará e Rodrigo Dourado permaneceram no Inter durante os anos seguintes, formando a base da reconstrução pós-queda. Ceará encerrou a carreira no clube em 2017, enquanto Dourado seguiu até 2022, tornando-se referência de identidade com a torcida pelos anos de dedicação após aquele episódio traumático.
Anderson, Alex, Nílton e Ernando também encerraram suas trajetórias profissionais posteriormente, fechando cada qual um capítulo particular dentro daquela geração marcada pela crise.
O elenco de 2016 virou um espelho de paradoxos: jogadores revelados internamente pela base do clube, veteranos experientes trazidos na esperança de salvação e contratações de emergência dividindo o mesmo vestiário em um ano de convulsão.
Uma década depois, fica evidente que talento não faltava àquele grupo — faltou a combinação de circunstâncias que transformasse potencial em pontos ganhos no campo. Alisson, Vitinho e Jair são a prova de que aqueles 40 homens carregavam capacidade real, mesmo que o resultado imediato tenha sido a maior tragédia recente da história colorada.







































