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·06 de março de 2026

Vencedor do Puskas 2023, Guilherme Madruga projeta nova temporada na China

Imagem do artigo:Vencedor do Puskas 2023, Guilherme Madruga projeta nova temporada na China

A bola vai voltar a rolar na China e, com ela, a expectativa de uma temporada de afirmação para um dos brasileiros em destaque no oriente. O Shandong Taishan inicia sua caminhada na Chinese Super League (CSL) 2026 tendo o meio-campista Guilherme Madruga como uma de suas engrenagens centrais. Vencedor do Prêmio Puskas de 2023, Madruga entra em seu segundo ano no país com um status diferente: o de um jogador totalmente integrado à cultura e ao estilo de jogo local.

Após um primeiro ano de impacto, em que se consolidou como um volante “box-to-box”, Madruga chega para 2026 com a bagagem cheia. Na última temporada, o brasileiro viveu seu ano mais artilheiro da carreira, fruto de uma cobrança pessoal para pisar mais na área e finalizar. Para este novo ciclo, o objetivo é elevar ainda mais o sarrafo.


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“A minha expectativa é sempre alta e as melhores possíveis, ainda mais estando no clube de tradição com história aqui na China de títulos. Faremos o nosso melhor, quero apresentar o melhor futebol possível e que seja uma temporada maravilhosa para todos os nossos jogadores e para os fãs também”.

“Não foi uma mudança de posicionamento, continuei jogando na parte defensiva e ofensiva, só me cobrei mais para finalizar. Espero que este ano seja de mais gols ainda e que eu possa melhorar o número de assistências também. Foi uma temporada boa, mas acredito que posso melhorar ainda mais”, projeta o meio-campista, que atuou em 29 jogos, marcou quatro gols e deu uma assistência na última temporada.

Adaptação 100% e sintonia com a torcida

Se o primeiro ano na Ásia costuma ser de choque cultural, Madruga parece ter pulado etapas. O jogador destaca que barreiras como o frio intenso e a comunicação já ficaram para trás. Hoje, a relação com os companheiros chineses e a vida fora de campo são combustíveis para o desempenho nas quatro linhas.

“Esse ano eu me sinto bem mais adaptado, praticamente 100%, ao frio, à comunicação. O que me pegava mais era isso e hoje me sinto bem mais próximo dos jogadores chineses também, são pessoas bem receptíveis. Estou mais feliz, alegre e contente em todas as formas, seja no trabalho ou fora também.”

Essa felicidade é alimentada por uma atmosfera que surpreendeu o brasileiro. Longe do estereótipo de um futebol movido apenas por cifras, Madruga encontrou estádios lotados e uma idolatria que o acompanha desde as estações de trem até os hotéis.

“O futebol chinês me surpreendeu. O pessoal acha que aqui é apenas dinheiro, mas tem bons jogadores. Joguei em estádios aqui com 50 mil, 45 mil pessoas, são bem fanáticos. Sempre tem fãs nos esperando no aeroporto, no hotel. É bem legal ver essa paixão do chinês pelo futebol.”

A estreia do Shandong Taishan será às 4h, na madrugada desta sexta-feira (6) para sábado (7), contra o Liaoning Tieren.

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