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·04 de julho de 2026

Viagra na Copa? Entenda como o medicamento pode ajudar seleção nas oitavas

Imagem do artigo:Viagra na Copa? Entenda como o medicamento pode ajudar seleção nas oitavas

A preparação da Inglaterra para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um assunto inusitado nos últimos dias. O duelo contra o México, marcado para o tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, colocou a altitude no centro das preocupações da comissão técnica inglesa. Com mais de 2.200 metros acima do nível do mar, o palco da partida apresenta uma concentração menor de oxigênio, fator que pode comprometer o rendimento físico dos atletas.

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Harry Kane e Jude Bellingham (Foto: Richard Pelham/Getty Images)


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Nesse contexto, veículos da imprensa britânica, como talkSPORT e The Sun, levantaram uma hipótese curiosa: o uso do sildenafil, princípio ativo do Viagra, como forma de amenizar os efeitos da altitude sobre o organismo.

A discussão surgiu porque o medicamento provoca a dilatação dos vasos sanguíneos pulmonares, facilitando a circulação do oxigênio em ambientes de baixa pressão atmosférica. Em algumas pesquisas médicas, o sildenafil demonstrou potencial para reduzir sintomas relacionados à altitude elevada, embora sua eficácia para atletas ainda seja tema de debate.

Apesar da repercussão, não existe qualquer indicação de que a seleção inglesa pretenda utilizar o medicamento. A possibilidade foi mencionada apenas pela imprensa local diante das dificuldades que o time enfrentará no México.

Outro ponto que chamou atenção é que o sildenafil não é proibido pela Agência Mundial Antidoping (WADA). O órgão não considera a substância capaz de oferecer uma vantagem significativa de desempenho esportivo, permitindo seu uso desde que haja indicação médica.

Quem também abordou a dificuldade foi o técnico Thomas Tuchel. O treinador reconheceu que o curto período de adaptação representa um obstáculo importante para os ingleses antes do confronto eliminatório.

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Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, durante partida contra a RD Congo pelos 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026 – (Foto: Richard Pelham/Getty Images)

“É uma grande desvantagem. Não há muito o que fazer. Talvez chegar mais cedo ajudasse, mas o calendário não permite”, afirmou.

A Inglaterra terá apenas dois dias para se adaptar às condições da Cidade do México antes da partida. Já os mexicanos chegam em vantagem nesse aspecto, acostumados historicamente a atuar na altitude do Azteca, um dos estádios mais emblemáticos do futebol mundial.

Além da questão física, outro fator pode interferir na preparação das equipes. Segundo a imprensa mexicana, a previsão de tempestades para o dia da partida abriu a possibilidade de uma alteração no horário do confronto. Inicialmente marcado para domingo (5), às 21h (de Brasília), o jogo poderá ser antecipado para as 15h. Até o momento, porém, a Fifa ainda não confirmou qualquer mudança na programação.

Assim, enquanto a Inglaterra busca formas de minimizar os impactos da altitude, o duelo contra o México promete ser decidido não apenas pela qualidade técnica das equipes, mas também pela capacidade de adaptação às condições do Estádio Azteca.

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