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·01 de junho de 2026

Vice na Europa não atrapalha festa do Arsenal em temporada de afirmação

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Mais de um milhão de torcedores foram para as ruas do norte de Londres para celebrar o título da Premier League e o fim da temporada junto aos jogadores do Arsenal. Isso tudo menos de 24 horas depois da dolorosa derrota na final da Liga dos Campeões, que poderia aparecer como uma nota de rodapé qualquer para quem, mais desatento, se deparasse com as cenas da festa. 

A temporada, no entanto, merece muitas comemorações: depois de 22 anos e três vice-campeonatos consecutivos, os Gunners finalmente voltaram a conquistar o título do Campeonato Inglês, e o clube ainda voltou a jogar uma final de Champions depois de 20 anos, ficando com um peculiar vice de forma invicta.


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Os resultados fizeram jus ao investimento feito no começo da temporada, quando quase 300 milhões de euros foram gastos em reforços. O montante foi o maior já gasto na história do clube em apenas uma temporada, mas ainda assim foi apenas o quarto na Premier, atrás de Liverpool, Chelsea e Manchester City (clubes que gastaram mais, mas também arrecadaram mais com vendas). 

Mercado de resultados mistos

O espanhol Zubimendi foi o mais caro, adquirido por 70 milhões de euros junto à Real Sociedad, e correspondeu: 57 jogos, mais de 4.200 minutos em campo, seis gols, três assistências e papel fundamental no meio de campo da equipe de Mikel Arteta. 

No ataque, Viktor Gyökeres custou 69,76 milhões de euros e, apesar de não encher os olhos e atingir as expectativas, terminou a temporada com 21 gols e quatro assistências. Motivo de comemoração pelo "chapéu" no rival Tottenham, Eberichi Eze ultrapassou também os 69 milhões e basicamente brilhou contra os Spurs, marcando cinco de seus 12 gols na temporada contra aquele que quase foi seu time.

Noni Madueke fechou o trio de reforços ofensivos que totalizou 195 milhões de euros, trazendo números ainda mais modestos, com apenas sete gols e três assistências em 43 jogos. Os três, contudo, sempre foram valorizados por Arteta pela entrega em campo e o cumprimento das funções táticas em cada uma das partidas. 

Outros reforços menos badalados conseguiram conquistar espaço (muitas vezes por lesões de outros) e importância. Cristhian Mosquera, que custou 15 milhões junto ao Valencia, ficou quase 2.000 minutos em campo em 35 partidas, enquanto Piero Hincapié, que veio por empréstimo do Bayer Leverkusen com opção de compra, foi titular em mais de 30 jogos e caiu nas graças da torcida.

Próximos passos do elenco

Enquanto a festa acontecia, os planos para a próxima temporada já estavam em andamento. A imprensa europeia trabalha com pelo menos três reforços, sendo um ponta, um meia e um lateral direito as prioridades.

Todas as chegadas devem estar diretamente relacionadas à algumas eventuais saídas. Gabriel Jesus, por exemplo, falou em tom de despedida depois da conquista da Premier League, pontuando a importância de buscar um espaço onde tivesse mais oportunidades. Com contrato até o fim de 2027, é provável que ele seja negociado para evitar uma saída sem render nada ao clube.

A situação de Hincapié é outra que pode gerar uma pequena novela. Apesar de ter o valor fixado em 50 milhões de euros, o jogador teria atraído o interesse do Barcelona, o que pode acabar gerando algum tipo de disputa.

Por falar em disputa, o Arsenal pode duelar mais uma vez com o PSG, mas agora por Morgan Moses. De acordo com o Mirror, os adversários na final da Champions estão de olho no jogador de 23 anos que se destacou no Aston Villa com 14 gols e 11 assistências em 55 jogos. Com contrato até o meio de 2031, o valor de um negócio é avaliado na casa dos 80 milhões de euros.

O que esperar do futuro?

Depois de encerrar o longo jejum, o Arsenal vai planejar a próxima temporada com um cenário bastante diferente. Além de tirar o peso da falta de títulos das costas, o clube é o único do Big Six a ir para a próxima temporada com o mesmo treinador que começou a anterior. E com uma vantagem competitiva: não terá mais de enfrentar Pep Guardiola, dominante em sua passagem pelo Manchester City.

Depois de seis anos no comando dos Gunners, Mikel Arteta finalmente conseguiu tirar uma dúvida que até ele mesmo tinha sobre si mesmo e conquistou um grande título. Com a total confiança da gestão do clube e o apoio demonstrado pelo milhares que foram às ruas de Londres, o céu parece o limite.

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