Portal dos Dragões
·19 de abril de 2026
Villas-Boas assume ambição no FC Porto: “Espero fazer melhor como presidente”

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Num momento em que o FC Porto procura consolidar o caminho da época, André Villas-Boas voltou a pôr em palavras a dimensão do desafio que assumiu como presidente. O nome completo traz consigo um passado de sucesso como treinador, mas a mensagem agora é outra: governar o clube exige um alcance mais vasto, uma pressão diferente e a obrigação de deixar marca para lá das memórias do banco.
Confrontado com a relação que mantém com José Mourinho, com quem trabalhou no Chelsea e no Inter, Villas-Boas falou sem ruído e com naturalidade sobre uma ligação que sobrevive ao tempo e ao contexto competitivo.
“Eu era mais novo… A passagem pelo Inter foi uma bela experiência de que me recordo com prazer.”, afirmou. “Mourinho ensinou-me muito e, por vezes, trocamos mensagens, apesar dele treinar o Benfica, um dos clubes com uma grande rivalidade com o FC Porto. Estamos a competir pela conquista do campeonato [juntamente com o Sporting], mas respeitamo-nos.”
Há, nas suas palavras, uma combinação de memória pessoal e pragmatismo competitivo. O respeito permanece, mas não dilui a rivalidade nem o quadro de exigência em que o FC Porto se move.
Quando a conversa chegou ao peso do cargo, o presidente azul e branco expôs as diferenças entre comandar uma equipa e liderar uma instituição inteira. O tom foi direto, quase pedagógico, ao descrever a escala das responsabilidades.
“Enquanto treinador, há muitas pressões e muitas coisas para controlar dentro e fora do balneário, mas o presidente tem responsabilidades enormes, sobretudo a de colocar as pessoas certas nos lugares certos nas várias áreas do clube.”, explicou. “O FC Porto é um clube polidesportivo que tem equipas de futebol, mas também de basquetebol, voleibol e andebol. Para mim, tendo sido eleito pelos outros sócios, é um grande desafio. O primeiro ano foi difícil, de transformação, colocámos a parte financeira em ordem, restabelecendo a estabilidade do clube. Agora, com Farioli, os resultados estão a chegar e estamos na corrida pela conquista da Liga e nas meias-finais da Taça de Portugal.”
A resposta desenha um retrato claro da função: menos centrada no detalhe do balneário, mais dependente de estrutura, escolha e estabilidade. Villas-Boas apresenta-se como alguém que vê o clube em toda a sua extensão e que lê os sinais da época como consequência desse trabalho de arrumação.
O objetivo pessoal surgiu depois, já não como nostalgia do treinador que foi, mas como fasquia para o dirigente que quer ser. E aí a ambição apareceu sem floreado.
“No FC Porto, ganhei um campeonato e uma Liga Europa, além de uma Supertaça e uma Taça de Portugal. Espero fazer melhor como presidente.”, sublinhou. “Não é fácil porque a diferença em relação aos grandes da Europa aumentou em comparação com o passado, mas antes de me candidatar e de ser eleito em abril de 2024, estudei e trabalhei durante dois anos com o objetivo de estar pronto. Estou a dar o meu melhor.”
Mais do que um balanço, a formulação funciona como programa. Villas-Boas não esconde a dificuldade do contexto, mas também não recua na ambição: o passado serve-lhe de medida, não de abrigo.
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