Portal dos Dragões
·03 de julho de 2026
Villas-Boas atira aos clubes que dissolvem “dívidas como se não fossem nada através dos PER”: “E continuam na 1.ª Liga…”

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André Villas-Boas considera que as “infraestruturas, tecnologia, reformatação de quadros competitivos e uma lei muito mais agressiva nos licenciamentos” são áreas que precisam de mudanças no futebol português. Em entrevista ao canal de Youtube ‘Primeiro Toque’, o presidente do FC Porto recordou os “clubes históricos” que se ‘perderam’ e “reconstruíram”, deixando ainda uma crítica: “o FC Porto não pode estar obrigado sob lei UEFA a fazer face às suas obrigações para com clubes aos quais deve capital e dinheiro por causa de contratações de jogadores, e haver clubes que submetem PER e que dissolvem essas dívidas como se não fossem nada através dos PER e continuam a estar na Primeira Liga”.
“Já perdemos – que se reconstruíram, mas já perdemos – das ligas principais o Belenenses, o V. Setúbal, o Boavista, entre muitos outros clubes históricos de grande marca e de grandes marcas, e sem capacidade para se manterem vivos, que se reconstruíram a partir de baixo e que gradualmente tentam fazer o seu caminho de regresso. A lei e a organização das competições, a lei do licenciamento tem que ser muito mais agressiva. Portanto, o FC Porto não pode estar obrigado sob lei UEFA a fazer face às suas obrigações para com clubes aos quais deve capital e dinheiro por causa de contratações de jogadores, e haver clubes que submetem PERs [Planos de Recuperação Económica] e que dissolvem essas dívidas como se não fossem nada através dos PERs e continuam a estar na Primeira Liga, enquanto há clubes que são honrados e fazem face às suas obrigações, cumprem as suas obrigações, cumprem os seus salários, cumprem com os clubes aos quais compram jogadores… E é sobretudo esse panorama: o panorama das infraestruturas, da tecnologia – tecnologia VAR, a tecnologia de offsides automáticos, a tecnologia de linha de golo -, portanto, o investimento na tecnologia, investimento nas infraestruturas, investimento nos estádios… Portanto, se nós rapidamente passarmos, muito em breve, imagens do campeonato dinamarquês, sueco e norueguês, por exemplo – já para não falar do holandês e do belga, que deviam ser o nosso nível porque são as equipas que estão em sétimo e oitavo no ranking da UEFA -, vemos estádios modernos, cheios, grande representatividade regional, grandes massas associativas em movimento, condições únicas. E, a título de exemplo, o campeonato dinamarquês começa a pagar cada vez mais porque está a crescer com os atletas que lá tem, apesar de ser um campeonato que exporta jogadores. O que faz com que no futuro, se os clubes portugueses não estiverem atentos, começam a perder também para esses mercados, começam a perder talentos, começam a perder capacidade competitiva e, gradualmente, a situação pode ser cada vez pior”, afirmou o dirigente portista.
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