Villas-Boas e a “perda de tempo” da queixa “criativa” do Benfica: “Se calhar não havia imagens para analisar a festinha do Samu ao Bah” | OneFootball

Villas-Boas e a “perda de tempo” da queixa “criativa” do Benfica: “Se calhar não havia imagens para analisar a festinha do Samu ao Bah” | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Portal dos Dragões

Portal dos Dragões

·28 de setembro de 2026

Villas-Boas e a “perda de tempo” da queixa “criativa” do Benfica: “Se calhar não havia imagens para analisar a festinha do Samu ao Bah”

Imagem do artigo:Villas-Boas e a “perda de tempo” da queixa “criativa” do Benfica: “Se calhar não havia imagens para analisar a festinha do Samu ao Bah”

No dia do 133.º aniversário do FC Porto, André Villas-Boas abordou, enquanto presidente do clube, as polémicas que persistem em torno do clássico com o Benfica. Enquadrou a controvérsia na frustração provocada pelo desfecho do encontro, rejeitou a queixa relativa a Samu e apontou o foco aos próximos compromissos. Sobre o ruído que permanece, sintetizou: “Acho que são frustrações naturais.”

A celebração portista não afastou da conversa um clássico que continua a prolongar-se para lá do relvado. André Villas-Boas procurou encerrar o assunto sem ignorar as acusações, contrapondo-lhes uma mensagem de união interna e concentração no que se segue.


Vídeos OneFootball


Questionado sobre a dimensão assumida pela polémica em redor do FC Porto-Benfica, o presidente portista associou as reações à importância do clássico e às diferentes formas de viver o resultado. Ainda assim, deixou claro que o clube não pode ficar preso ao que já aconteceu.

“Acho que são frustrações naturais. As primeiras deram-se na continuação do fim do jogo, nas conferências de imprensa, e com a desilusão que acarreta para alguns a perda de um clássico do futebol português. E depois neste interregno de três semanas, como o maior jogo do campeonato português, tem esse impacto na vida das pessoas.”, analisou. “Reflete-se sobre o clássico, sobre o que é que aconteceu, sobre as diferentes perspetivas, as perspetivas de cada um. E uns saboreiam mais vitórias, outros saboreiam a derrota. Para o clube é um momento de foco e de união, nada está decidido e temos de continuar a demonstrar a nossa capacidade nos jogos que se seguem.”

A leitura de Villas-Boas separa o impacto emocional do clássico das exigências que permanecem diante da equipa. A vitória pode ser saboreada, mas não surge no discurso como ponto de chegada: a palavra de ordem é continuidade.

Mais contundente foi a resposta sobre a queixa do Benfica relativa a Samu. O presidente do FC Porto classificou a iniciativa como uma tentativa de condicionamento, ironizou sobre a análise do lance com Bah e antecipou que o clube apresentará a respetiva defesa.

“Acho que se enquadra nas frustrações, cada um busca os métodos mais criativos para arranjar maneiras de suspender jogadores do FC Porto para outros jogos. Evidentemente que nada se vai passar, porque são atos que escapam naturalmente ao juízo dos árbitros no minuto de jogo. Se calhar o VAR não tinha as imagens para analisar a festinha que o Samu fez ao Bah da forma correta e também de pouco adiantaria, porque seguramente não seria uma expulsão. Portanto, isto é uma tentativa de condicionamento dos jogadores para o futuro, como uma nova estratégia por parte do Benfica, que não levará a lado nenhum e que é uma perda de tempo para o Conselho de Disciplina.”, afirmou. “O FC Porto fará, evidentemente, a sua defesa e assim seguirá o caminho. De resto, nada, foco absoluto nos próximos jogos, nos próximos jogos da Liga dos Campeões, a deslocação ao Marítimo que é difícil, passar rapidamente o clássico para ter este foco no que é essencial.”

Entre a ironia e a crítica direta, Villas-Boas recusou dar à queixa um peso capaz de alterar a agenda portista. A resposta institucional seguirá o seu curso; no discurso do presidente, porém, o essencial está já nos desafios que vêm a seguir.

Saiba mais sobre o veículo