Portal dos Dragões
·26 de agosto de 2026
Villas-Boas justifica venda de Rodrigo Mora com necessidade de “sustentabilidade” do FC Porto

In partnership with
Yahoo sportsPortal dos Dragões
·26 de agosto de 2026

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, apresentou esta terça-feira a transferência de Rodrigo Mora para a Roma como um exemplo de equilíbrio entre formação, desempenho desportivo e sustentabilidade financeira. O negócio poderá alcançar os 50 milhões de euros.
No editorial de agosto da revista Dragões, o líder portista sublinhou a necessidade de construir um FC Porto “estável, poderoso, sem dívida”, que consiga manter os seus principais talentos por mais tempo e definir “quando e em que condições os deixa partir”.
Villas-Boas estabeleceu ainda um paralelo entre a saída de Rodrigo Mora e a transferência de Diego Moreira. O jogador, formado no Benfica, saiu do clube lisboeta a custo zero e rumou este verão ao AC Milan por 50 milhões de euros. Para o presidente do FC Porto, as duas operações foram alvo de tratamentos mediáticos diferentes.
“Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte”, escreveu o líder ‘azul e branco’, que aponta o que considera ser uma “memória seletiva” na análise às operações dos clubes portugueses e deixa fortes críticas ao advogado do jogador, Luís Miguel Henrique, que prestou declarações ao canal televisivo CMTV quando ainda decorriam as negociações.
Em relação a Rodrigo Mora, o presidente portista destacou o percurso de formação do jogador no clube e considerou que o acordo com a Roma garante ao FC Porto um “encaixe imediato relevante”, além de permitir manter “uma participação determinante no seu futuro”.
O presidente do FC Porto inseriu a operação numa visão estratégica mais ampla, defendendo a conjugação de “scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro”. O objetivo passa por diminuir a dependência das vendas e prolongar a permanência dos principais talentos no clube.
“Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer”, sustentou.







































