Portal dos Dragões
·13 de junho de 2026
Villas-Boas recebeu quadro com o número 2, evocou figuras do FC Porto e não esqueceu Sérgio Conceição

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André Villas-Boas deslocou-se a Monção para marcar presença nas celebrações do 25.º aniversário da Casa FC Porto daquela localidade, numa iniciativa que reuniu cerca de meia centena de adeptos portistas e que contou também com a companhia de Francisco Araújo, vice-presidente do clube, além dos antigos futebolistas João Pinto, Helton e Rolando.
No seu discurso, o líder dos azuis e brancos comentou a oferta que recebeu, um quadro com o número 2 em jeito de homenagem a Jorge Costa. “Este número 2 significa não só João Pinto e Jorge Costa, como muitos outros. Significa alma portista, suor, sangue, suor e lágrimas, evidentemente. É a única razão para termos números vermelhos nas nossas camisolas. É a alma do FC Porto, é o nosso ADN, são pessoas que transformaram o FC Porto dando tudo, suando a camisola como ninguém. Temos imagens únicas que nos são deixadas pelo João Pinto e pelo Jorge Costa, pessoas para quem olhamos sempre como o máximo significado do que é ser portista, juntamente com Jorge Nuno Pinto da Costa, e a presença deste número traduz muito do que somos: um povo que resiste, uma alma portista que resiste, que luta, que vence, que subsiste, que tem exigência, que quer ganhar sempre, que quer ser vitoriosa, e estes princípios e estes valores estão muito bem traduzidos aqui neste quadro. Agradeço de coração. Portanto, vou cedê-lo ao Museu, como deve fazer o presidente do FC Porto, depois vou levá-lo um bocadinho para mais perto de mim, porque olhar para este número e para o que ele significa para nós é muito importante. Significa também muitas outras pessoas, que deram muito ao FC Porto, desde logo o nosso presidente, claro está, mas significa Pedroto, Sérgio Conceição, Fernando Santos, Bobby Robson, muitos treinadores, muitas pessoas que comigo conquistaram títulos europeus, duas das quais estão aqui ao meu lado, o Rolando e o Helton, também eles conquistaram a Europa, fez este ano 15 anos. Tudo isto distingue o FC Porto como o Clube com mais títulos a nível internacional, é algo que muito orgulha a nossa história”, referiu André Villas-Boas, que aproveitou a ocasião para fazer uma retrospetiva aos últimos tempos do clube.
“Termino a dizer que o FC Porto, ao fim de quatro anos, voltou ao lugar de onde nunca deve sair, e é por isso que nós queremos trabalhar cada vez mais para não largarmos mais este primeiro lugar. É um lugar que nos pertence, onde nos sentimos bem, e é por isso que é importante mantermos as nossas bases, manter a equipa forte, agradecer a um grupo de jogadores que foi único nesta época, que apesar das muitas mudanças soube perfeitamente o que era o FC Porto. Os que puderam presenciar aquele primeiro jogo da apresentação no Estádio do Dragão, contra o Atlético de Madrid, sentiram um ambiente diferente, mesmo tendo em conta que vínhamos de uma época muito difícil. Seguimos juntos para conseguirmos juntos. Foi toda essa compreensão única deste grupo de jogadores e do treinador do que é a mística do FC Porto que nos entregou este 31.º título, mas queremos mais. Portanto, conseguimos juntos, seguimos juntos novamente, até mais um”, finalizou.




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