Portal dos Dragões
·28 de setembro de 2026
Villas-Boas responde ao Benfica: “A festinha do Samu ao Bah…”

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André Villas-Boas, presidente do FC Porto, respondeu ao Benfica à margem das celebrações dos 133 anos do clube, depois da exposição apresentada pelas águias ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol por um lance entre Samu e Alexander Bah no Clássico. O dirigente portista desvalorizou a iniciativa, recusou euforias pela liderança isolada do campeonato e evocou o legado de Pinto da Costa. Para o que se segue, garantiu: “Foco absoluto nos próximos jogos”.
Perante os jornalistas, André Villas-Boas enquadrou a queixa do Benfica na desilusão provocada pelo desfecho do Clássico e classificou-a como uma tentativa de condicionar os jogadores portistas. A mensagem atravessou toda a intervenção: o FC Porto fará a sua defesa, mas não desviará atenções do caminho competitivo.
Questionado sobre a exposição relativa ao lance ocorrido já no período de compensação, junto à linha lateral, o presidente portista começou por associar a iniciativa do rival às consequências emocionais do encontro.
“Enquadro nas frustrações… Cada um busca os métodos mais criativos para arranjar maneiras de suspender jogadores do FC Porto para outros jogos”, começou por dizer.
Villas-Boas afastou depois a possibilidade de o caso vir a produzir consequências para Samu, recorrendo à ironia para caracterizar o contacto com Bah.
“Evidentemente nada se vai passar.”, defendeu. “São atos que escapam naturalmente ao juízos dos árbitros. Se calhar o VAR não tinha as imagens para analisar a festinha que o Samu fez ao Bah da forma correta e de pouco adiantaria, porque seguramente não seria uma expulsão”.
O presidente do FC Porto foi ainda mais longe, vendo na exposição uma estratégia orientada para os próximos compromissos dos dragões.
“Isso é uma tentativa de condicionamento dos jogadores do FC Porto para o futuro, como uma nova estratégia do Benfica, e não levará a lado nenhum, será uma perda de tempo para o Conselho de Disciplina. Obviamente, o FC Porto fará a sua defesa.”, vincou. “E assim seguirá caminho. Foco absoluto nos próximos jogos”.
A posição é de confronto institucional, mas sem prolongar o ruído: Villas-Boas promete resposta no local próprio e procura fechar o assunto com uma ordem clara de concentração competitiva.
A vitória sobre o Benfica e a liderança isolada do campeonato também entraram na conversa. Satisfeito com o momento, o presidente lembrou, porém, que o FC Porto está apenas a cumprir a sua obrigação e recusou transformar um triunfo no início da época numa conclusão definitiva.
“São frustrações naturais. As primeiras deram-se no fim do jogo, com as conferências de imprensa e a desilusão que acarreta para alguns a perda de um Clássico do futebol português e depois dá-se um interregno de três semanas e, naturalmente, um FC Porto-Benfica, o maior jogo do campeonato português, tem impacto na vida das pessoas”, apontou.
Sem esconder o valor emocional do resultado, Villas-Boas insistiu na necessidade de manter a equipa unida e vigilante.
“Reflete-se sobre o que aconteceu com as perspetivas de cada um. Uns saboreiam a vitória, outros saboreiam a derrota.”, argumentou. “Para o FC Porto é um momento de foco e união. Nada está decidido, temos de continuar a demonstrar a nossa capacidade”.
O Clássico surge, assim, como fonte de confiança, não como ponto de chegada. A liderança é valorizada, mas o discurso presidencial trava qualquer sensação de missão cumprida numa época que ainda vai no início.
No aniversário do FC Porto, Villas-Boas alargou o olhar para a história do clube e recordou Pinto da Costa, seu antecessor na presidência, associando-o à transformação dos dragões numa instituição vencedora. A homenagem estendeu-se igualmente aos fundadores Monteiro da Costa e Nicolau de Almeida.
“Honramos hoje os nossos fundadores e as pessoas que transformaram este clube, desde logo Jorge Nuno Pinto da Costa, pela radical transformação deste clube num clube vencedor, único e singular.”, rematou Villas-Boas. “Mas também, evidentemente, Monteiro da Costa e Nicolau de Almeida, como os grandes fundadores do FC Porto. São 133 anos de história, muitas emoções e impacto na vida das pessoas de forma especial”.
Entre a resposta ao presente e a evocação do passado, Villas-Boas procurou fixar a identidade portista numa linha de continuidade: defender o clube, preservar a ambição e reconhecer aqueles que ajudaram a construí-lo.







































