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·10 de julho de 2026

Vintage Andebol do FC Porto conquista Europa nos +35 e +45 e o Nacional Masters

Imagem do artigo:Vintage Andebol do FC Porto conquista Europa nos +35 e +45 e o Nacional Masters

O FC Porto Vintage Andebol fechou a época com um selo raro de autoridade: conquistou a Europa em dois escalões, +35 e +45, e somou ainda o Campeonato Nacional de Masters. Na hora de entregar os troféus ao Museu, Mário Santos sublinhou o peso desse percurso, a ligação dos antigos atletas ao clube e a ambição de prolongar esse ciclo vencedor. No essencial, a mensagem foi clara: preservar identidade, competir para ganhar e manter vivo o vínculo de quem já fez história de azul e branco, como resumiu: “continuar a ganhar”.

O momento foi de balanço, mas também de afirmação de caminho. Mário Santos, diretor desportivo para as modalidades, falou com o conforto de uma época concluída em alta e com a ideia central bem vincada: o Vintage Andebol não vive apenas de memória, vive de exigência, continuidade e pertença.


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Ao olhar para 2025/26 em retrospetiva, o dirigente traçou um retrato largo de uma equipa que voltou a colocar o FC Porto no topo, dentro e fora de portas. Mais do que celebrar títulos, valorizou o significado competitivo e simbólico de um grupo formado por antigos protagonistas e por jogadores moldados na casa.

“Foi uma excelente época, em que mais uma equipa conseguiu viver o Ano do Dragão, com um regresso às vitórias, tanto a nível nacional como internacional.”, afirmou. “O Andebol Vintage conquistou o troféu de maior prestígio a nível europeu numa competição em que estão inseridos vários clubes de referência. Muitos destes atletas representaram a equipa de andebol sénior no passado ou foram formados no FC Porto e têm agora a possibilidade de continuar a praticar a modalidade ao mais alto nível e a dar o exemplo. Muitos deles têm cargos de liderança, dentro ou fora do FC Porto, e conseguem dar o exemplo pelo trabalho e pela ligação que mantêm ao Clube e ao andebol.”

Nas palavras de Mário Santos, o sucesso não surge apenas como acumulação de taças, mas como extensão natural de uma cultura competitiva. A ideia de exemplo, repetida no discurso, dá espessura a um projeto que quer honrar o passado sem abdicar do presente.

Quando se deteve na estreia no Dragão Arena, o dirigente puxou o fio da memória para lhe dar função no agora. O foco esteve na continuidade de uma ligação que atravessa gerações e que, no seu entender, ajuda a preservar a matriz do clube.

“Muitos deles foram Campeões pelos seniores no Dragão Arena e dar continuidade a essa ligação é manter vivo o espírito do FC Porto e reconhecer o esforço que estes atletas fazem para se manterem ativos, a competir e a representar o Clube sempre com a mesma ambição de vitória.”

Esse reconhecimento tem um duplo alcance: celebra o que estes atletas já foram e valoriza aquilo que continuam a ser. Não há, aqui, espaço para uma lógica meramente nostálgica; há a defesa de uma identidade que se prolonga na prática, no treino e na competição.

O olhar seguinte virou-se para o futuro, sem mudar de tom nem de exigência. Mário Santos deixou claro que a próxima etapa passa por consolidar o hábito de vencer e por reforçar estas equipas com figuras que deixaram marca no clube.

“Queremos continuar a ganhar, tanto a nível nacional como internacional, e queremos continuar a atrair atletas que representaram o Clube e que foram referências no FC Porto para fazerem parte destas equipas sempre com o mesmo espírito que fez deles grandes atletas e com vontade de continuar a treinar e a competir para ganhar.”

A ambição, portanto, não se fecha na época agora concluída. O FC Porto Vintage Andebol quer prolongar a sua força competitiva com a mesma matéria-prima identitária que Mário Santos enalteceu desde o primeiro instante: antigos campeões, sentido de pertença e uma vontade intacta de continuar a ganhar.

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