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·16 de março de 2026

Vitória x Atlético: coletiva de imprensa com Domínguez

Imagem do artigo:Vitória x Atlético: coletiva de imprensa com Domínguez

Pergunta: No último jogo, você falou que a vitória foi importante, mas o time tinha que melhorar desempenho. Hoje, com a derrota, como você avalia o desempenho do Galo?

Eduardo Domínguez: Creio que o primeiro tempo, lamentavelmente, controlamos o jogo, com muitas situações de gol dentro da área, mas não fomos eficazes. Uma bola parada nos coloca em uma partida com desvantagem, num momento em que nos trouxe desespero, e corremos para qualquer lado, sem manter organização. Depois, creio que terminamos melhor o primeiro tempo. Quando o segundo tempo começou, sabíamos que o Vitória iria recuar atrás de contra-ataques. E, novamente, não fomos certeiros no gol do rival, para buscar uma transição. Na verdade, nem foi transição, e sim ligações diretas, lançamentos longos. Mas no segundo tempos, tivemos a bola, sem controlar tanto o jogo. Essa foi a diferença, nos trouxe desespero, querer chegar antes no gol adversário, correndo para qualquer lado. E isso traz sofrimento na defesa. Poderíamos ter um melhor posicionamento para controlar o jogo, mas não conseguimos fazer.


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Temos que ter tranquilidade, infelizmente. Sabemos como está o torcedor do Atlético, mas temos que ter tranquilidade para trabalhar melhor, trabalhar mais a cabeça, pois temos uma partida muito importante na nossa casa, onde teremos a necessidade da vitória e, além disso, seguir melhorando no jogo.

Pergunta: Nas outras coletivas, você disse que mudaria o time até achar a escalação ideal. Nesse período que você está no Atlético, sente que já está apto, conhecendo o elenco todo? Ou veremos mais mudanças?

Eduardo Domínguez: As mudanças que se pode fazer é por conta do desgaste de tantas partidas. Eu conheço os jogadores, sei o que cada um pode nos dar, de acordo com a partida que nos teremos que enfrentar na quarta-feira, no nosso estádio, na nossa casa, diante da nossa torcida. Vamos buscar produzir por mais tempo o que fizemos no começo do jogo. Iremos enfrentar uma grande equipe, mas temos que deixar que nos afete o fator externo, que é desacreditar a equipe, os jogadores. São grandes jogadores e temos que manter a confiança alta. Estamos nesse processo de saber o que queremos fazer como equipe. Hoje, demonstramos uma melhoria que, por um erro, pagamos muito caro. E nesse futebol, não podemos cometer erros.

Pergunta: Você citou jogadores experientes, importantes. Mas há a preocupação de atletas nos quais o torcedor espera muito. Agora, não tem tempo para treinar. Como fazer para que esses jogadores decisivos possam voltar a dar vitórias ao Atlético?

Eduardo Domínguez: Creio que há um mal entendimento nessas situações. Sim, podemos treinar. O treinamento não é só correr no campo de jogo. É falar, mostrar imagens, conversar, perguntar o que sentem, o que precisam, o que necessitam. Isso é treinamento, e não somente correr no campo de jogo. Caso contrário, qualquer um pode correr e jogaria. Bastaria correr no campo. Não. Temos que sentir o jogo, saber o que está acontecendo. O bloqueio que está sendo gerado, o que eles entendem da minha parte, o que eles entendem da parte deles. Estamos nos conhecendo bem, ainda que não profundo, mas sei o que cada jogador pode me entregar.

Tenho que bater nessa tecla de gerar confiança, contexto, para esses jogadores crescerem, porque eles são grandes jogadores. Todos nós necessitamos dar mais. Eles irão dar a cara e irão representar todo um povo, toda uma cidade. Precisamos mais desse treinamento (de conversa) do que do outro. Requer muita responsabilidade e concentração. Como disse anteriormente, não podemos permitir que certos detalhes nos ponha em desvantagem numa partida na qual tínhamos certo controle e jogávamos bem. Que isso seja o ponto de arranque. Lamentavelmente, um erro joga por água abaixo tudo que a gente estava fazendo, quando geramos situações de gols claras dentro da área do adversário, ainda mais contra essas equipes que jogam mais recuadas. É gerar confiança e eu creio muito neles.

Pergunta: O Atlético teve 12 finalizações contra 9 do Vitória. Mas o Galo tem dificuldade de acertar o gol, só três chutes no alvo. Isso é uma questão mental mais do que técnica?

Eduardo Domínguez: Sim. Um pouco do que eu estava falando agora. Tivemos três cabeçadas na pequena área. Três, na pequena área! E é tão difícil chegar nesse lugar. O Atlético chega. Bem, temos que ter tranquilidade, que esse momento que, não quer dizer que não estamos doloridos, nos dói muito estar onde estamos. Sentimos e não gostamos. Sentimos a dor do torcedor. Mas temos que ter a capacidade de todos de sermos inteligentes e buscar o lado positivo. Temos que ajustar os detalhes. Temos que trabalhar forte e melhor. E não somente trabalhar no campo do jogo, que também faz parte.


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