Você ficará muito mais preocupado após saber o que aconteceu no pós-jogo do Inter no Beira-Rio
A coletiva do Internacional depois do jogo deixou uma sensação curiosa. Ninguém pareceu em pânico. Pelo contrário. O discurso foi de que está tudo relativamente sob controle, mesmo com o time vivendo um momento ruim.
Os jogadores deram o primeiro tom. Mercado apareceu na zona mista incomodado com o resultado e, principalmente, com o fato de o Inter estar levando gol em todos os jogos. Admitiu que a atuação não foi boa e que a situação começa a incomodar dentro do vestiário.
Bruno Henrique também falou. Disse que o time até tem volume de jogo e cria oportunidades, mas não consegue transformar isso em gols. Na visão dele, o que falta agora é uma vitória para devolver a confiança ao grupo.
O problema é que o discurso ficou ainda mais curioso quando o auxiliar de Paulo Pezzolano apareceu para a coletiva. Com o treinador suspenso, foi Esteban Conde quem falou com a imprensa.
E a linha dele foi muito clara: o Inter está jogando bem.
Segundo o auxiliar, o time cria muitas oportunidades e a maneira de jogar está correta. O que falta são “detalhes” nas duas áreas. Ou seja, transformar as chances em gols e parar de sofrer lá atrás.
Ele chegou a dizer que as fases dos atacantes mudam rapidamente. Hoje se fala dos gols perdidos, mas que em breve os mesmos jornalistas estariam comentando sobre a quantidade de gols marcados pelos atacantes do Inter.
Na visão dele, é quase como um clique. Um momento em que tudo passa a encaixar.
E foi além. Disse que estaria realmente preocupado se fosse o adversário criando dez oportunidades por jogo. Como é o Inter que cria, ele acredita que a tendência é a situação virar.
Depois foi a vez de Fabinho Soldado falar.
E o discurso foi na mesma linha de tranquilidade.
Fabinho garantiu que ninguém no clube vai “entregar os tacos” e que o Inter seguirá trabalhando para ajustar esses detalhes citados pela comissão técnica. Disse também que acompanha os concorrentes e que vê elencos e resultados muito parecidos com os do Internacional neste momento.
Por isso, na visão dele, não existe um cenário de grande alarme.
O dirigente também fez uma projeção curiosa sobre o campeonato. Admitiu que o Inter talvez não tenha time para brigar pelo título brasileiro, mas ao mesmo tempo afirmou que também não vê risco de rebaixamento.
Ou seja, o recado foi claro: a realidade do clube estaria no meio da tabela.
No fim das contas, o que se viu no Beira-Rio foi um discurso relativamente tranquilo de todos os lados. Jogadores reconhecendo problemas, comissão técnica falando em detalhes e dirigentes tentando passar estabilidade.
A questão é saber se o campo vai confirmar essa calma toda. Porque no futebol, quando os resultados não aparecem, o discurso costuma mudar bem rápido.