Revista Colorada
·04 de outubro de 2026
Você sabia? Thiago Galhardo e Ariel formaram dupla de ataque na Série D

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Quando dois atletas que marcaram presença no Beira-Rio reencontram-se anos depois em outro projeto, a história costuma ganhar novos capítulos. Em 2025, Ariel Nahuelpán e Thiago Galhardo viveram esse reencontro no Santa Cruz, onde atuaram juntos na Série D do Campeonato Brasileiro, torneio que o clube pernambucano encerrou com o acesso à Série C.
O que torna esse reencontro especial é o contraste entre os papéis que cada um desempenhou na trajetória do time. Enquanto um foi peça fundamental do início ao fim, o outro chegou mais tarde mas deixou a marca mais memorável na reta final.O Santa Cruz Futebol Clube é isso 🐍
Nahuelpán atravessou uma passagem breve pelo time coral: apenas cinco aparições. Ainda assim, seu nome entrou para a história coral ao marcar, diante do América-RN, o gol que definiu a vaga do clube na divisão de cima. Aquele foi o único gol que o argentino naturalizado mexicano marcou em toda a competição, mas com o peso máximo de um acesso.
Centroavante que trabalha a força aérea e a presença física dentro da área, Nahuelpán demonstrou que nem sempre é necessário volume de jogos para deixar legado. A participação reduzida contrastava com o impacto daquele momento decisivo, transformando um campeonato discreto em uma trajetória com final memorável.
Galhardo percorreu caminho bem diferente no Santa Cruz, e atuando como titular durante praticamente toda a Série D, o ex-artilheiro do Inter acumulou 22 partidas. E sete gols, consolidando-se entre as principais referências ofensivas do elenco ao longo de toda a disputa. Sua participação constante refletia um tipo de presença que sustenta uma campanha inteira.
Com mobilidade maior que o companheiro, Galhardo costumava sair do perímetro da área para buscar a bola e participar da construção das jogadas, diferente do estilo mais fixo de Nahuelpán. Essa versatilidade ajudava o time pernambucano a variar o jogo e criava oportunidades durante os 90 minutos de cada partida.
Os caminhos de ambos pelo Colorado foram marcados por realidades completamente opostas. Nahuelpán chegou ao Beira-Rio em 2016 e enfrentou dificuldades para conquistar espaço entre os titulares, saindo com poucas oportunidades em sua passagem. Sua chegada aconteceu durante a temporada, o que dificultou ainda mais a adaptação e a sequência no time titular, culminando com o rebaixamento.
Galhardo viveu história bem diversa quando foi contratado em 2020. O atacante rapidamente virou referência do ataque Colorado, terminando aquele Campeonato Brasileiro como artilheiro com 17 gols. A performance foi crucial para levar o Inter até as rodadas finais na briga pelo título nacional daquele ano, consolidando-o como um dos pilares do projeto Colorado naquele período.
No Santa Cruz, os dois encontraram-se novamente em um momento absolutamente crítico para o clube pernambucano. A diferença de minutagem — Galhardo presente em quase todas as partidas e Nahuelpán em apenas cinco — não impediu que cada um tivesse seu momento de protagonismo na luta pelo acesso.
O desfecho da Série D reforçou essas dinâmicas distintas: Galhardo se destacou como a principal referência ofensiva durante toda a disputa, enquanto Nahuelpán deixou sua marca de forma concentrada, decidindo justamente quando mais importava. Ambos contribuíram para a volta do clube pernambucano à divisão imediatamente superior, mas cada um à sua maneira.







































