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·01 de outubro de 2026
Vojvoda sucumbe em trabalhos curtos após construir legado no Fortaleza

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Depois de construir um legado no Fortaleza, onde ficou por mais de quatro anos, Juan Pablo Vojvoda, agora, acumula trabalhos mal sucedidos em equipes grandes na América do Sul. Suas recentes experiências em Santos e Racing foram pouco proveitosas, e agora o técnico está sem clube.
Uma das mais recentes notícias do futebol argentino foi a demissão de Vojvoda do Racing. O comandante já vinha de um trabalho questionável no Santos, mesmo tendo sido apontado como um dos melhores treinadores do futebol brasileiro nos últimos anos. Agora é hora de buscar um novo desafio.
Juan Pablo Vojvoda chegou ao Fortaleza no começo do ano de 2021, vindo de 40 jogos de certo sucesso no Unión La Calera, do Chile. E não demorou muito a somar com o trabalho organizado do Leão do Pici, colocando a equipe nas melhores posições de sua história na elite brasileira.
Desde que o argentino assumiu o cargo, o Tricolor Cearense disputou duas vezes a Copa Sul-Americana e chegou ao vice-campeonato em 2023 e às quartas em 2024. Também deu as caras na fase principal da Libertadores em 2022 e em 2025, chegando às oitavas.
No Brasileirão, os resultados foram ainda mais convincentes. O Fortaleza terminou duas vezes no G4 (2021 e 2024) e ficou na primeira parte da tabela nas outras duas oportunidades que o argentino terminou o ano no cargo (2022 e 2023). Em 2025, o trabalho não resistiu à instabilidade politico-econômica e encerrou seu ciclo na Arena Castelão.
O sucesso colocou Vojvoda entre os treinadores mais requisitados do país. Tudo isso com um jogo de intensidade, versatilidade forte e caráter ofensivo e propositivo. O clube cearense fazia frente aos principais do país, sem medo.
Em 2025, a história foi diferente. Vojvoda esteve na área técnica em 37 oportunidades pelo Leão do Pici, somando 11 vitórias, dez empates e 16 derrotas. Foi demitido na 13ª rodada do Brasileirão, quando a equipe era a vice-lanterna com dez pontos ganhos. Ao fim do ano, o Fortaleza foi rebaixado com 43 pontos ganhos em 38 jogos.
Pretendido por muitos clubes brasileiros, como Corinthians, Flamengo, São Paulo e Grêmio, Vojvoda escolheu o Santos para seguir sua carreira ao deixar o Fortaleza. Assumiu a equipe na 22ª rodada do Brasileirão de 2025 e evitou o segundo rebaixamento para a Série B.
O fraco início de trabalho em 2026, cambaleando no Paulistão e sem engrenar no Brasileirão, sem vitórias nos clássicos disputados, não resistiu à pressão da torcida. O argentino foi despedido do Peixe após um revés contra o Inter na Vila Belmiro, deixando a equipe na 16ª colocação da competição ao fim da sétima rodada.
Além dos resultados dentro de campo, o entendimento da diretoria alvinegra era que o trabalho não apresentava uma evolução tática. O Peixe seguia com problemas ofensivos e defensivos, e o treinador acumulava críticas pelas escolhas repetidas e escalações contestadas.
Seguiu na América do Sul, mas voltou à sua terra natal para treinar o Racing, onde não empolgou mais uma vez. Treinou a equipe apenas 13 vezes, somando quatro vitórias, dois empates e sete derrotas. Não passou impune da eliminação contra o Boca Juniors na Copa Argentina.
Após o revés por 3 a 2 para o clube de Buenos Aires, o comandante foi desligado do cargo. No caso da equipe argentina, a falta de resultados e a penúltima colocação no Grupo B da Clausura do Campeonato Argentino pesaram.
Ao ser demitido, Vojvoda assumiu a responsabilidade pelos maus resultados, analisou que a eliminação contra o Boca foi um golpe duro e reconheceu a adaptação à situação financeira delicada, mas entendia que o trabalho tinha evolução, o que a diretoria não confiou.
"Sou responsável pelos resultados. Sabia que era um período de transição no Racing. Não vou esconder isso. Dia após dia, você se torna mais consciente de coisas que não estavam totalmente claras antes. Alguns jogadores queriam sair. Eu sabia no que estava me metendo. Não podia pedir mais, pois era financeiramente impossível. Adaptei-me à realidade institucional apresentada pelo Racing. As finanças importam", disse o treinador após a demissão.







































