William Batista analisa três pontos no Brasileirão Sub-20, faz balanço do trabalho no Corinthians e projeta sequência final do torneio | OneFootball

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·18 de junho de 2026

William Batista analisa três pontos no Brasileirão Sub-20, faz balanço do trabalho no Corinthians e projeta sequência final do torneio

Imagem do artigo:William Batista analisa três pontos no Brasileirão Sub-20, faz balanço do trabalho no Corinthians e projeta sequência final do torneio
  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

O Corinthians entrou em campo na tarde da última quarta-feira (17) para enfrentar o Vitória, no Estádio Alfredo Schürig, Fazendinha, em confronto válido pela 16ª rodada da fase de classificação do Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2026, e bateu o adversário por 2 x 1. Os gols dos Filhos do Terrão foram anotados pelo volante Luiz Gustavo Bahia e o atacante Luiz Fernando.

O resultado recolocou o Corinthians de volta ao G8 (zona de classificação às quartas de final do Brasileirão da categoria) com 25 pontos – sete vitórias, quatro empates e cinco derrotas, sendo 27 gols marcados e 21 sofridos. Instantes após o apito final, o técnico William Batista falou, com exclusividade, à Central do Timão e respondeu se esperava que a equipe do Vitória geraria dificuldade aos Filhos do Terrão, que só desempataram o marcador aos 43 minutos da etapa final.


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Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Em sua resposta, o comandante ressaltou a qualidade do time adversário que, mesmo tendo chances mínimas de classificação para a fase eliminatória, gerou dificuldades para outros times e vinha arrancando pontos fora de casa: “A gente esperava que fosse um jogo difícil. O Vitória vem de alguns confrontos bons fora de casa, se joga até melhor fora de casa do que em casa. Eles empataram com o Cruzeiro fora, empataram com o Palmeiras fora, somaram muito ponto fora de casa, então a gente sabia que é um time que joga bem fora de casa. A gente esperava que fosse um jogo difícil, como acho que foi.”

Claro que tem o peso da responsabilidade pelo nosso lado, de ter que fazer os três pontos para entrar dentro do G8, como a gente conseguiu fazer. Isso, por vez, pode ter dado uma pesada. O Vitória joga quase que sem responsabilidade, porque não tem mais chance de classificar. Não tem mais praticamente chance de queda e aí isso deixa o Vitória um pouco mais leve no jogo. Acho que a gente conseguiu construir a vitória importante para nós, para a gente ganhar hoje, como a gente conseguiu fazer“, iniciou.

Na sequência, o comandante do Timãozinho também ressaltou a campanha superior da equipe nesta edição em relação aos anos de 2024 e 2025, quando a equipe brigou nas últimas posições, tendo corrido sério risco de rebaixamento na última temporada. No primeiro ano, quando ainda não tinha descenso, o Alvinegro ficou na 18ª posição com 18 pontos em 19 partidas. Já no segundo, por sua vez, encerrou na 15ª colocação com 20 pontos em 19 jogos. O clube do Parque São Jorge não se classifica ao mata-mata do Brasilerão desde 2023, quando caiu para o Palmeiras na semifinal.

A gente está com 25 pontos, faltando três jogos, dentro do G8. Acho que é importante lembrar que nos dois últimos anos da categoria, em 2024, por exemplo, o Corinthians, acho que somou 16, 17 pontos. Mas ainda bem que não tinha rebaixamento na época. No passado, somou só 20 pontos, se salvou só no finzinho, e a gente tá conseguindo brigar ali (em cima) até o final. A gente passou por um momento um pouco instável, há seis rodadas atrás, a gente teve muitos desfalques, e agora a gente tá com um grupo quase que completo novamente. Então a gente fica feliz pela vitória e conseguir colocar o time dentro do G8 novamente”, continuou.

Na sequência, comentou as expectativas para as três últimas rodadas da primeira fase do Brasileirão Sub-20, onde o Corinthians enfrentará Cruzeiro e Juventude, fora de casa, além do Flamengo, dentro do Parque São Jorge. Em relação ao próximo adversário, que é justamente o Cruzeiro, no próximo sábado (20), William reencontrará Mairon César, treinador do time mineiro que foi seu auxiliar nos tempos de América-MG.

O Cruzeiro eu conheço bem, né? Eu fiquei cinco anos em Minas (no América-MG) e o treinador do Cruzeiro foi meu auxiliar quatro anos. O Mairon (César). É um clube que eu conheço bastante contra um técnico que eu conheço muito, que era meu auxiliar. Vão ser jogos difíceis, não tem jogo fácil, hoje foi um jogo difícil. A gente espera jogo a jogo, fazer o nosso melhor, estudar bem o que a gente pode fazer em relação ao Cruzeiro primeiro, depois ao Flamengo e o Juventude por fim, para que quando terminar a décima nona rodada a gente esteja dentro do G8 e pronto para poder brigar no mata-mata que é o nosso desejo”, prosseguiu.

Por fim, fez uma avaliação do seu trabalho nas categorias de base do Corinthians, que está próximo de completar um ano, já que foi contratado no começo de agosto de 2025 para substituir Orlando Ribeiro. Naquele momento, o Timãozinho passava por um momento turbulento, enfrentando problemas na formação do time Sub-20, tendo que recorrer a alguns atletas do Sub-17, e recém havia terminando a campanha abaixo das expectativas no torneio nacional.

Naquele momento, o Alvinegro tinha apenas a disputa do Campeonato Paulista da categoria, no qual acabou sendo eliminado para o Santos nas oitavas de final. Desta forma, William Batista comandou p Corinthians, de maneira oficial, em apenas cinco jogos entre agosto e dezembro, até o início da Copa São Paulo, em janeiro deste ano.

No maior torneio de base do Brasil, inclusive, o Timão, maior campeão da Copinha, caiu logo na segunda fase, após uma derrota para o Guarani, por 2 x 1, em Jáu. O comandante também ressaltou o trabalho realizado pelo executivo do departamento, Erasmo Damiani, que chegou ao Parque São Jorge em outubro de 2025. Pelo Sub-20, Batista possui 13 vitórias, seis empates e sete derrotas, o que representa um aproveitamento de 58%. Além disso, são 37 gols marcados e 29 sofridos.

No primeiro momento, até a Copinha, foi muito mais diagnóstico do que outra coisa, junto com o pessoal da direção, o (Erasmos) Damiani, porque eu cheguei em agosto, ou seja, quatro meses até a Copinha, mas eu fiz cinco jogos, então era pouco jogo valendo três pontos. E aí o pós-Copinha ali, a gente tinha um diagnóstico melhor já do que era a nossa equipe, porque do que a gente precisava fazer a nível de liberação que a gente liberou e trazer outros jogadores como a gente trouxe, e aí tentar potencializar o que a gente tinha também. Não é fácil, é complexo, porque você pega um time gigante como é o Corinthians, com uma exigência enorme por desenvolver, formar e também ganhar, importante para o clube, no qual estava tendo pouco resultado esportivo nos dois últimos anos, resultados que não são dignos daquilo que é o Corinthians, alguns jogadores que subiram ao profissional pela necessidade do transferban: Dieguinho e Gui Negão, por exemplo.”

Ele ainda continua o raciocínio afirmando que considera o saldo do trabalho positivo até o presente momento: “A gente precisava trabalhar a linha de sucessão dentro da categoria. Eu acho que hoje tá mais organizado, conforme o tempo vai passando isso vai evoluindo. Completando agora quase um ano, eu acho que é positivo, é difícil a gente falar da gente mesmo, mas a gente falando como um todo como clube, gestão, Damiani, todo mundo que envolve. Eu acho que é positivo porque a gente consegue colocar o Corinthians de volta na briga, numa classificação, depois de dois anos como foi o último conturbado, a gente consegue potencializar alguns jogadores, como é o caso do Luizinho, o (Guilherme) Pellegrin voltar a jogar na lateral. O (Nicolas) Araújo entrando no jogo, o Caraguá entrando no jogo, aí tem o chapéu, Luiz Eduardo, entrando no jogo.”

Ele finaliza: Sem a necessidade também imediata dos jogadores, o 17 tem que ficar assumindo o protagonismo o tempo todo no 20, como vinha acontecendo e atropelando os processos formativos dos garotos. Acho que a gente consegue equilibrar um pouco mais entre garotos, resultado esportivo. Tentar fazer a equipe jogar cada vez melhor, que também não é fácil, por causa do todo que a gente tem que construir a equipe, se defender bem, atacar bem, atacar de maneira organizada, dar confiança para os jogadores, isso é importante. Era um grupo com autoestima um pouco ferida, então pelo pelo que eles passaram, hoje é menos ferido do que era. Então, assim, tem muitas cicatrizes que precisavam ser curadas, que acho que a gente conseguiu curar. Mas a gente tem olhado mais a médio e longo prazo, para que isso não pare aqui e continue evoluindo, a gente consiga ter retorno esportivo, que é vitória e formativo, que é entregar o jogador no melhor nível possível para nossa equipe profissional.”

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