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·05 de janeiro de 2026

William Batista comenta ‘ansiedade’ do Corinthians em estreia na Copinha e elogia personalidade da equipe

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  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

O Corinthians enfrentou, na tarde do último sábado (3), o Trindade, de Goiás, no Estádio Zezinho Magalhães, pela primeira rodada da fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026, e venceu por 1 x 0, com gol marcado pelo atacante Luiz Fábio, no segundo tempo da partida.

Logo após o apito final e confirmada a vitória do Timãozinho, o técnico William Batista concedeu entrevista à imprensa e fez uma análise da partida. Em sua respostas, o comandante do Timãozinho falou sobre a ansiedade da equipe na estreia, citou o gramado alto em Jaú e dissertou sobre as trocas de passes lentas da equipe, principalmente na etapa inicial.


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Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

A ansiedade tem alguns fatores. A grama um pouquinho alta, então tornou o jogo um pouco mais lento do que a gente queria. A gente queria fazer um jogo um pouquinho mais rápido, a troca de passe ser mais rápida. Acho que as jogadas seriam de espaços mais curtos. Acabou que a gente não conseguiu fazer tanto. Vamos ver se cortam a grama um pouquinho para o segundo jogo, para a gente conseguir aumentar o ritmo, o campo dar uma ação de ser um pouco maior. Então se a grama está mais alta, as distâncias aumentam muito entre o passador e receptor. Acho que isso influenciou no jogo e a gente se adaptou um pouco para que não tivesse perdas de posse na nossa zona de construção para não ceder contra-ataque para o Trindade”, iniciou.

Em seguida, assim como Luiz Gustavo Bahia, exaltou a qualidade do time goiano, que foi campeã estadual Sub-20 em 2025. Ele também, apesar das dificuldades da partida, ressaltou a importância da vitória na estreia da Copinha e já projetou os ajustes que serão necessários para os próximos jogos da competição.

“Ainda assim, acho que eles tiveram alguma chance a partir da roubada de bola. É uma equipe que foi campeã goiana. a gente esperava que tivesse um pouco de dificuldade. Acho que o Campeonato Goiano é um campeonato que tem três equipes ali que estão sempre na Série A, Série B, que é o Vila, o Atlético-Goianiense e o Goiás, então eles têm um mérito de ter conseguido ganhar o campeonato e estar na Copa São Paulo. Mas acho que colocando isso tudo, a ansiedade, o futuro da estreia, o resultado era algo importante para nós, porque estrear grande é importante para a competição. Agora fazer os ajustes necessários para a gente conseguir criar mais chances de gol e ceder um pouco menos de chances de ataque rápido para o adversário como a gente cedeu hoje.”

Posteriormente, fez uma análise dos jogadores que estavam no profissional e desceram para a disputa da Copa São Paulo, dentre eles: o lateral-direito João Vitor ‘Jacaré’ e os volante Thomas Lisboa e Luiz Gustavo Bahia. O meia Gui Amorim, de 17 anos, também esteve treinando com o elenco principal após o fim de temporada no Sub-17 e chegou a ser relacionado pelo técnico Dorival Júnior na última rodada do Brasileirão 2025.

O comandante também fez uma balanço da partida de alguns jogadores, como Luiz Gustavo Bahia, Gui Amorim, João Vitor Jacaré, Guilherme Pellegrin – entrou no lugar de Jacaré no segundo tempo – e as movimentações do ponta Luiz Fernando pelo lado direito do campo.

É, foi legal porque o Bahia conseguiu completar o jogo. Isso é uma coisa difícil em uma estreia quente como estava, grama alta como estava, então o Bahia tem essa capacidade de conseguir sustentar o jogo inteiro, o que é uma coisa difícil da competição, que é pelo número de transição ofensiva e defensiva nas duas equipes. O Amorim participou bem, acho que a gente poderia ter colocado um pouco mais de passe nele, ele foi homem livre em alguns momentos do jogo, porque os dois volantes do Trindade marcavam os nossos dois volantes, o Amorim ficava livre de 10 no centro do jogo, a gente conseguiu encaixar pouco passe nele. Agora eu vou ver também o nosso jogo. Não sei se foi por causa da questão da altura da gama, velocidade do passe à distância que estava em relação a tudo isso, ele vai me dar uma noção um pouco melhor. Acho que foi bom pro primeiro jogo, a gente sabe que o time vai evoluir dentro da competição.”

“Estreia, primeiro jogo, sempre é importante fazer o que a gente fez, ganhar o jogo pra tirar um pouco da ansiedade de todos eles, e aí sim ter uma sequência positiva no campeonato. (Jacaré) Foi legal, já que é um cara muito forte, muito rápido, é um jogo de profundidade, teve boas oportunidades no último terço a nível de cruzamento, eu troco ele porque eu queria depois um lateral que viesse um pouquinho mais por dentro, como foi o Pellegrin, ou que atacasse um pouquinho mais por de trás da linha de pressão, mas mais aberto que estava o Jacaré. E o Pellegrin dá isso e dá muita ultrapassagem por dentro. Tem bastante relação o Pellegrin por dentro e o Luizinho jogando passe de fora pra dentro nele. Teve umas duas jogadas de fundo. E aí o Jacaré dava um pouquinho mais de profundidade, tem que trazer o Luizinho por dentro. Então a gente variou a nível disso, acho que o Jacaré é isso: muita força, muita disposição, velocidade, muito duelo defensivo e bastante ultrapassagem. É um cara muito generoso e solidário para fazer isso tudo”, continuou.

William Batista também fez uma análise da atuação da dupla de zaga formada por Fernando Vera e Iago Machado, além de citar as variações táticas da equipe ao longo dos 90 momentos, desde uma saída de bola com três e uma linha de quatro atrás.

“A gente tem uma construção, às vezes, com três. Então, se a bola está mais para o lado do Pires, a gente traz o Vera para dentro. Se a bola está mais para o lado do Jacaré, a gente traz mais o Iago pra dentro, e aí a posição da bola determina um pouco mais quem vai estar mais por dentro, quem vai estar mais por fora. Mas é bem circunstancial com o jogo. Acho que o que vai desenhando, dá um pouco de liberdade pra eles irem construindo a partir disso, por isso que a gente vê às vezes o Iago um pouco mais para dentro e às vezes um pouco mais para fora, às vezes o Vera um pouco mais para dentro, um pouco mais para fora, e aí depende muito de como está o ajuste de pressão do adversário também.”

Por fim, o treinador do Sub-20 do Corinthians fez uma balanço da atuação de Guilherme Pires como lateral-esquerdo. Meio-campista de origem , o jovem de 19 anos vinha sendo utilizado como lateral durante a preparação para a Copinha e disputa posição com Robert Lopes, meia de origem mas que, desde o fim do ano passado, passou a atuar como defensor pela lateral esquerda. Durante a resposta, o técnico citou a diferença de característica entre os dois atletas.

O Pires está aprovado, mas eu não tinha posto ele. Mas eu gosto porque ele tem força, tem velocidade, ele é um cara que ganha duelo, ele consegue arrastar bem um para um para dentro, como ele fez em algumas jogadas que quebra a pressão através disso. O Robert tem uma característica um pouquinho diferente de buscar mais na base da jogada, construir por trás. Acho que a gente precisava de um lateral esquerdo de força, como é o Pires, e um mais de habilidade, como é o Robert, aí me dá um pouquinho mais de variação de jogo. Então acho que eu gostei, sei que o Pires vai crescer dentro da competição também, tanto a nível físico, que é importante, o ritmo de jogo, para todos os jogadores e para ele também, como na questão estrutural da equipe”, finalizou.

O Sub-20 do Corinthians voltará aos gramados nesta terça-feira (6), às 19h30 (de Brasília), no Zezinho Magalhães, diante do Luverdense, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa São Paulo de 2026. Caso conquiste os três pontos, o Alvinegro garante vaga no mata-mata e enfrentará o primeiro ou segundo colocado do Grupo 7, dependendo de como terminar sua condição no Grupo 8.

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