Central do Timão
·20 de maio de 2026
William Batista comenta desfalques na categoria Sub-20 do Corinthians e processo de formação nas categorias menores

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Na noite da última terça-feira (19), o Corinthians recebeu o Palmeiras, no Estádio Alfredo Schürig, Fazendinha, em confronto válido pela 13ª rodada da fase de classificação do Campeonato Brasileiro Sub-20, e foi superado por 1 x 0. O revés manteve o Timão na décima colocação do torneio nacional com 18 pontos – cinco vitórias, três empates e cinco derrotas – 16 gols marcados e 15 sofridos. Somente os oito primeiros colocados avançam ao mata-mata da competição.
Após a partida, o técnico do Sub-20 do Corinthians, William Batista, concedeu entrevista ao Meu Timão e comentou sobre as dificuldades de lidar com os desfalques do Timãozinho. O comandante ressaltou que tal cenário não é novidade na categoria, visto que, nas últimas temporadas, o Alvinegro acaba ‘promovendo’ jovens dos times menores, como por exemplo o Sub-17, para o time mais velho. William argumentou que optou por não repetir tal processo nesta temporada para não atrapalhar o desenvolvimento dos mais novos.

Foto: ©Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
“Eu acompanhei muito os últimos anos da categoria do clube. Toda vez que o Sub-20 tinha um resultado instável, os jogadores do Sub-17 eram os responsáveis por assumir a responsabilidade e resolver o problema. Isso aconteceu nos últimos dois anos, e a gente tem tido cuidado para não fazer a mesma coisa. Porque o mais novo de hoje é o mais velho de amanhã. Ou seja, no ano passado, o Nícollas era o cara que resolvia o problema, era do Sub-17 no Sub-20. Era o Pedro Thomas, do 17, que resolvia o problema do 20. Era o Cauê, que já foi embora, que era do 17 e resolvia o problema do 20. Era o Tupã, que resolvia o problema do 20”, iniciou.
Ele prosseguiu citando os exemplos do meia Lucca Caramico e do atacante Léo Amistá, dois dos principais destaques da categoria Sub-17: “E aí, neste ano, a gente não pode cometer a mesma coisa daqui a pouco, acelerando o processo do Caramico, do Amistá ou de outros jogadores. Porque é importante, para o processo de desenvolvimento deles, que estejam onde devem estar, assumam as responsabilidades da categoria e performem nela. Nem que a gente sofra um pouco e pague algum preço para regular o Sub-20 do Corinthians e continuar com o Sub-17 forte, o Sub-16 forte, o Sub-15 forte. Para que os mais novos de hoje não sejam os mais velhos de amanhã sem entrega de performance. Então, a gente tem que ter esse cuidado especial para não repetir esse tipo de efeito manada, que eu acho que aconteceu nos últimos anos”, continuou.
Contra o Palmeiras na noite da última terça, o Corinthians não pôde contar com os volantes Caraguá e Luiz Gustavo Bahia, além do atacante Luiz Fábio ‘Favela’, todos suspensos e, como substitutos, foram utilizados Pedro Thomas, Luiz Eduardo e Nicollas, respectivamente. Por fim, William Batista ressaltou o processo de evolução de Pedro Thomas (2008). O jovem soma 67 jogos por Sub-17 e 20 do Timão, tendo seu contrato se encerrando em outubro de 2027. Em 2025, com apenas 16 anos, foi titular na campanha dos Filhos do Terrão na Copinha – vice-campeão.
“A gente vem trabalhando muito a questão do Pedro Thomas. Ele melhorou o jogo dele com bola, a saída de jogo dele, que era a principal coisa que a gente queria que ele melhorasse. Ele fez um jogo bem bacana hoje. Entrou em um cenário em que não precisava assumir responsabilidades, porque eu acho que elas precisam ser entregues aos mais velhos. Mas ele fazia parte daquilo que os mais velhos poderiam construir com ele. Acho que é por isso que ele conseguiu performar da maneira como performou hoje, sem receber a pressão de ter que resolver os problemas da nossa categoria”, finalizou.
Depois de perder para o Palmeiras, no Estádio Alfredo Schürig, na Fazendinha, o Corinthians segue focado no Brasileirão Sub-20. Na próxima quinta-feira (28), às 15h (de Brasília), o Timãozinho visitará o Red Bull Bragantino, fora de casa, pela 14ª rodada da fase de classificação do Campeonato Brasileiro da categoria de 2026.
Confira abaixo outras respostas do treinador do Timãozinho na entrevista:
Análise do Derby e estratégia após expulsão do lateral-direito Guilherme Pellegrin
“Eu acho que a gente fez tudo o que a gente poderia ter feito do que é o nosso jogo, pressionar alto, ser agressivo, ser intenso, ser competitivo, não ser covarde, baixar nossas linhas, defender baixo. Um clube do tamanho do não pode passar alguns anos como passou, jogando um em bloco baixo e se defendendo, sendo um time até covarde em estratégia, por vezes, como foi outra hora. Eu acompanhei muito os outros Dérbis, eu acho que a gente foi totalmente diferente disso. A gente foi do tamanho e da grandeza do Corinthians no primeiro tempo. Acho que a gente conseguiu impor jogo, não baixar nossas linhas, subir pressão. A gente teve chance clara de gol antes deles, com o Pellegrin. É uma pena, seria um belo gol se tivesse entrado.”
“Com a expulsão, a gente muda um pouco a estratégia. É mais difícil pressionar alto com um a menos, a gente ficou no bloco médio, no 5-3-1, tentando bloquear os passes que eles poderiam ter por dentro, pressionar a beirada e ter alguns contra-ataques. A gente até conseguiu ter alguns contra-ataques, podia ter tido um desfecho um pouquinho mais lúcido para tentar fazer 1 a 0, como foi contra o São Paulo.”
Performance melhor em relação aos outros Dérbis dos últimos anos
“Hoje demos sinais de que os próximos Dérbis vão ser diferentes daquilo que vinha sendo. Não é nenhuma crítica em relação aos outros, mas eu acho que o Corinthians, com o tamanho que tem, tem que olhar de frente, com o queixo sempre levantado, e encarar o jogo contra qualquer adversário como tem que ser encarado, e eu acho que a gente conseguiu fazer isso hoje. O adversário criou muito pouco, fez o gol em um lance bem circunstancial, em uma raspada. A gente não está contente com o resultado, óbvio que não, a gente não se satisfaz em fazer um jogo desse e perder, mas a gente sabe que a gente deu um passinho adiante para os próximos jogos.”
Inconstância no Brasileirão Sub-20, briga pela classificação e campanha acima em relação às duas últimas edições
“A gente sabe que (o campeonato) é equilibrado. A gente tinha ficado essas rodadas todas dentro do G8, e saímos agora na última rodada, mas empatado em pontuação. Agora, talvez, abra ali um, dois pontos, ou até três pontos. Temos alguns jogos a disputar ainda, a gente precisa fazer quatro vitórias. Com doze pontos, a gente vai a trinta pontos e acho que vai classificar, porque sempre classifica trinta pontos. Acho que os duelos são acessíveis em que a gente pode buscar a vitória.”
“A gente sente a necessidade de melhorar o nosso desempenho em casa. A gente tem a segunda melhor campanha fora de casa. Dentro de casa, a gente não tem uma campanha boa, isso incomoda bastante o grupo. Temos que encontrar esse equilíbrio para somar pontos dentro de casa e continuar somando os pontos fora. Mas a gente sabe também que, desde o início do ano, é um processo de reconstrução. O Corinthians, no ano passado, fez 20 pontos em 19 jogos. Neste ano, já fizemos 18 em 13 jogos. Em 2024, o Corinthians fez, se eu não me engano, 17. A gente já fez mais pontos do que em 2024. Enfim, acho que é uma campanha superior às outras. A gente quer muito que o Corinthians brigue por título, mas saber o que a gente construiu em relação aos outros anos é importante também para manter a expectativa regulada para o que a gente pode construir durante a temporada.”
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