Wilson Mathias desistiu de jogar a Copa do Mundo para acertar com o Inter | OneFootball

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Revista Colorada

·26 de setembro de 2026

Wilson Mathias desistiu de jogar a Copa do Mundo para acertar com o Inter

Imagem do artigo:Wilson Mathias desistiu de jogar a Copa do Mundo para acertar com o Inter

Pontos-chave

Pontos-chave sobre a escolha de Wilson Matias


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Em 2009 Matias escolheu fechar com o Internacional em vez de se naturalizar pelo México e disputar a Copa de 2010.

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O Internacional procurou Matias para repor a saída de Sandro, visando reforçar o meio-campo.

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Matias enfrentou críticas da imprensa gaúcha durante sua passagem, que ele atribuiu a mudança tática e comparações com seu papel no México.

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A conquista da Libertadores de 2010 pelo Inter consolidou para Matias a decisão de ter escolhido o clube brasileiro.

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Em 2011 venceu o Campeonato Gaúcho e a Recopa Sul-Americana, além de disputar a Audi Cup contra Barcelona e Milan.

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Após sair do Inter em 2012 passou brevemente pela Portuguesa e voltou ao México, atuando por diversos clubes e mantendo laços locais

Em 2009, o volante Wilson Matias se viu diante de uma bifurcação na carreira: aceitar a naturalização mexicana, que abriria caminho para disputar a Copa do Mundo de 2010 pelo México, ou fechar com o Internacional, clube brasileiro que o havia procurado. Consagrado como ídolo do Morelia, acabou escolhendo o clube gaúcho, deixando para trás a chance de um dia representar a seleção do México.

O interesse do Internacional surgiu no momento em que o clube precisava repor a saída de Sandro, negociado com o Tottenham, e buscava reforçar o setor de meio-campo. Para o jogador, a possibilidade de brigar por um título continental falou mais alto do que a expectativa de defender o México em uma Copa do Mundo.

A decisão que mudou os planos

“Foi um momento muito complicado porque a seleção é o ápice para um jogador. Mas o meu sonho era jogar por um time grande do Brasil. Meu empresário estava me negociando com o América, do México, mas o dono do Morellia falou que eu poderia ir para qualquer clube, menos o América, pela rivalidade. Daí, entrou o Monterrey na briga. O Inter começou a negociar comigo depois que vendeu o Sandro ao Tottenham. Eu vi que teria chance de vencer a Libertadores, que era um grande sonho”, contou Matias em entrevista ao ESPN.com.br.

A contratação foi difícil porque Matias era um jogador consolidado no futebol mexicano. Ainda assim, parte da imprensa gaúcha cobrou o volante com dureza durante a passagem dele pelo Beira-Rio.

Críticas e resposta dentro de campo

“O Fernando disse isso porque era muito difícil tirar um jogador que era ídolo no México e o convencer a sair do time. No México, não iam querer arriscar me vender, pois já estava adaptado, para contratar outro. Algumas pessoas da imprensa do Sul foram muito oportunistas. Fiz 58 jogos, 48 jogos como titular, e não poderia ser tão ruim. Alguns caras não têm critério ao criticar”, rebateu.

Segundo o volante, a diferença de esquema tático explicava boa parte da desconfiança da torcida. “A torcida me cobrava como se fosse o mesmo jogador do México, mas no Inter tínhamos um esquema tático diferente e eu jogava mais recuado”, detalhou.

Título da Libertadores e Mundial de Clubes

As críticas perderam espaço depois que o elenco colorado conquistou a Libertadores de 2010, título que Matias considera a prova de que fez a escolha certa. “Nosso elenco era tão bom que ninguém queria se machucar porque depois não conseguia mais voltar. Tive a felicidade de conquistar a Libertadores e foi a melhor escolha que fiz naquele momento”, garantiu.

Titular após a saída de Sandro, ele também entrou em campo no Mundial de Clubes daquele ano, competição em que o Inter caiu diante do Mazembe nas semifinais.

“A gente queria ir para a final e jogar contra a Inter [de Milão-ITA], mas não conseguimos. O Mundial teve um peso muito grande na nossa carreira e foi um aprendizado muito grande”, disse.

Recopa, Audi Cup e a saída do clube

Já em 2011, mesmo com menos oportunidades em campo, o volante levantou os troféus do Campeonato Gaúcho e da Recopa Sul-Americana pelo Internacional. Naquele ano, ele ainda disputou a Audi Cup, torneio em que encarou Barcelona e Milan em duelos que ficaram marcados para ele.

“Eu entrei no segundo tempo contra o Barcelona e a gente empatou o jogo com dois gols de cabeça do [Leandro] Damião. Depois, joguei a partida toda contra o Milan, que tinha Ibra, Robinho, Thiago Silva, Seedorf e o Gattuso. Jogamos de igual para igual e foi uma experiência muito legal”, relembrou.

O volante deixou o Internacional em 2012, encerrando um ciclo de conquistas que ele guarda com orgulho.

“Fui campeão da Recopa e do Gaúcho. Minha passagem foi muito positiva e o importante é que as medalhas estão em casa e minha foto está no museu do Inter. Isso não tem preço. Como diria o Zagallo, vão ter que me engolir (risos)”, brincou.

De volta ao futebol mexicano

Ao sair do Internacional, o volante passou rapidamente pela Portuguesa antes de voltar a atuar no México, vestindo as camisas de Toluca, Veracruz, Chiapas, Querétaro e Dorados. A naturalização mexicana e o nascimento dos filhos no país reforçaram o vínculo dele com o local.

A trajetória de Matias mostra o dilema entre representar a seleção do país onde constrói a carreira e perseguir um título continental por um clube grande. No caso dele, a taça da Libertadores pesou mais do que a Copa do Mundo.

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