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·02 de julho de 2026

Zagueira Kathellen compartilha lições de duas Copas do Mundo

Imagem do artigo:Zagueira Kathellen compartilha lições de duas Copas do Mundo

“Participei de duas Copas e é uma loucura. É uma atmosfera diferente, viver cada segundo em prol do futebol. É um período curto em que você tem que dar tudo de si”, descreve Kathellen. A zagueira viveu dois mundiais bem distintos com a Seleção Brasileira.

Na Copa do Mundo de 2019, ela tinha apenas um ano da primeira convocação e conquistou espaço após a lesão da titular. A eliminação brasileira aconteceu para as anfitriãs francesas nas oitavas de final. Já em 2023, a despedida precoce do mundial na fase de grupos veio após a conquista da Copa América, a primeira que ela disputava, um ano antes. Passar por altos e baixos ensinou algumas lições.


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“Faltou um pouco mais de união no grupo. O problema de muitos brasileiros é tentar achar culpados e não olhar pra si. Eu acho até que rolou uma depressão pós Copa, pensando no que poderia ter feito a mais. Mas podemos fazer diferente agora, no pré. Se preparar melhor, focar no que é melhor pro grupo, no que o Arthur quer”, acredita.

Desde que Arthur Elias assumiu a Seleção, em setembro de 2023, Kathellen foi convocada três vezes pelo treinador: para treinos na Granja e amistosos contra o Japão e Nicarágua, no primeiro ano do técnico, e, mais recentemente, para um período de treinamento fora Data FIFA em Itu.

“É uma honra, um pouco inesperado, mas sempre falei que quem está aqui tem que estar por completo e tem o mérito. Então não tiro o mérito de ter feito uma ótima temporada. Seguimos o mesmo trabalho, tentando representar o Brasil lá fora”, pontua.

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Jogadora do Al-Nassr, Kathellen treina com a Seleção Principal em Itu (SP)Créditos: Luciana Vermell/CBF

Retorno à Amarelinha

A zagueira definiu os treinos em Itu, entre os dias 15 e 20 de junho, como um reencontro. Isso porque, como as contemporâneas Andressa Alves e Adriana, ela viveu a primeira convocação com a Amarelinha no interior paulista, em 2018, na preparação para a Copa no ano seguinte. Na sua visão, o grupo evoluiu em oito anos e tem novos desafios.

“É importante acreditar que o trabalho que está na mesa vai funcionar e dar a cara a bater. Tem uma união diferente em campo, uma briga pela outra, se não estiver com a Amarelinha, não passa. Dá para ver que estamos mais agressivas e fisicamente melhor”. Segundo a jogadora, a expectativa para a Copa 2027 é grande, pois o Brasil está crescendo na modalidade: “Vimos nos últimos dois jogos que a torcida está disposta a comparecer, acompanhar, então se isso acontecer, esquece, é Brasil”.

Jogadora do mundo

Nascida na baixada santista, Kathellen se mudou para os Estados Unidos com 18 anos para manter vivo o sonho de jogar futebol. Nos EUA, jogou no Monroe Mustangs, Louisvelle Cardinals e UFC Knights. O primeiro contrato profissional, porém, foi assinado na França com o Girondins de Bordeaux. De lá, foi para o Inter de Milão, na Itália, e o Real Madrid, na Espanha.

Desde agosto de 2024, a zagueira atua no Al-Nassr, da Arábia Saudita. “O que eu posso dizer para outras jogadoras é ‘se desafie, não se acomode, busque desafio, busque melhorar e não se compare a ninguém’. Você só pode ser melhor que você”, aconselha.

Confira a entrevista à CBF TV

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